Sistemas Ambientais e Sustentabilidade

Parceria em projeto viabiliza a preservação e recuperação de nascentes

O Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí vem desenvolvendo junto aos parceiros Ceriluz, JS Florestal e famílias de agricultores o projeto  “Qualidade das águas de nascentes pertencentes à bacia hidrográfica do Rio Ijuí na área de atuação de Pequenas Centrais Hidrelétricas”. A pesquisa está sendo desenvolvida pela mestranda Márcia Sostmeyer Jung.

As nascentes são essenciais para a manutenção do equilíbrio do ciclo da água, por permitir seu afloramento dos lençóis freáticos para a superfície do solo. Desta forma, são responsáveis por formar e manter o fluxo de água em córregos, lagos e rios. Além disso, são fundamentais para a manutenção da biodiversidade nesses ambientes, o que é essencial para a sobrevivência humana; o desenvolvimento das atividades econômicas - seja na agricultura, pecuária ou indústria; e na geração de energia e manutenção da biodiversidade. Desta forma, para a sustentabilidade da vida na terra, é necessário de água em quantidade e qualidade suficiente para suprir as necessidades de todos os usuários. A manutenção da disponibilidade hídrica dos rios depende de forma direta de nascentes preservadas em toda a sua bacia de contribuição.

O projeto tem como grande objetivo identificar as nascentes e caracterizar o ambiente no entorno das fontes que abastecem o rio Ijuí, na microrregião de atuação de Pequenas Centrais Hidrelétricas; realizar a avaliação da qualidade da água e desenvolver um plano de monitoramento para fins de recuperação e preservação. Além disso, atuar junto à comunidade para atividades de educação ambiental na conscientização do uso racional da água e preservação de seus mananciais, valorizando o caráter socioambiental das instituições parceiras. Este projeto de pesquisa busca também a realização de atividades de Educação Ambiental junto às escolas do campo. 

Para além das atividades que vêm sendo realizadas, no dia 5 de outubro foi realizada a primeira Oficina de Educação Ambiental junto à Escola Estadual de Ensino Fundamental Giovana Margarita da Vila Floresta, interior de Ijuí. Nela, destaca-se a parceria com as famílias de agricultores onde estão sendo estudadas as nascentes e a própria escola. O educandário, através de sua diretora e professora Leila Jacoboski Denis, acolheu com grande entusiasmo a proposta de realização de ações de educação ambiental. A atividade ocorreu na propriedade do casal Celso e Jane Buzetto e envolveu professores e alunos da escola; diretor secretário da Ceriluz, Romeu de Jesus, e assessor de Comunicação, Vilson José Wagner; e o representante da empresa JS Florestal, Jorge Schirmer. A Unijuí esteve representada pela mestranda Márcia Sostmeyer Jung, bolsistas e alunos de graduação do curso de Ciências Biológicas da Unijuí,  Camila Morizzo Copetti e Rafael Schneider Costa.

Segundo o coordenador do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, professor doutor José Antonio Gonzalez da Silva, diante deste cenário, é possível a realização de atividades de Educação Ambiental nas escolas, com o desenvolvimento de práticas em meio à natureza, buscando sensibilizar as crianças a respeito da importância da água e das nascentes. “Além disso, agregar conhecimento quanto ao ciclo da água, matas ciliares, conservação e preservação de nascentes, biodiversidade e sustentabilidade. Portanto, todos ganham, fortalecendo a relação dos elementos da natureza com as disciplinas e o cotidiano de todos nós”, reforçou.

Segunda a mestranda Márcia Sostmeyer Jung, trata-se de um projeto interdisciplinar e inovador quanto às ferramentas utilizadas para a avaliação da qualidade da água das nascentes, aliando indicadores físicos, químicos e microbiológicos e de bioindicadores. O biomonitoramento é uma ferramenta consolidada em programas de monitoramento da qualidade da água e gestão ambiental de bacias hidrográficas em vários países. Além disso, o convênio técnico-científico entre a Unijuí, Ceriluz e JSFlorestal possibilitou desenvolver um trabalho diferenciado junto à comunidade, interligando o diagnóstico das condições ambientais das nascentes com ações de preservação e conservação. 

“Todas as ações visam água de qualidade e em quantidade suficiente para todos, garantindo desta forma a sustentabilidade da vida na terra para as presentes e futuras gerações. Esta ação de educação ambiental junto à direção, professores e alunos da Escola Giovana Margarita é fundamental por propiciar às crianças o aprendizado através do ver e sentir, permitindo relacionar com as temáticas abordadas em sala de aula pelos professores. Já a interação com a nascente preservada é fundamental para a compreensão de que todos nós somos integrantes do meio ambiente e que o equilíbrio da interação homem-ambiente é essencial para a sustentabilidade da vida", finaliza a mestranda.




Caps AD II recebe pesquisa de hortoterapia do PPG em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade

A parceria entre a Unijuí, através da Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, e o Hospital Bom Pastor está permitindo a inclusão da pesquisa “Hortoterapia como proposta de socialização e recuperação das pessoas com transtornos mentais” junto ao Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas (Caps AD II) Vida com Dignidade, pelo período de 12 meses. 

O projeto conta com a presença da mestranda Daiana Souza de Quadros e demais estudantes do curso, que realizam, além do trabalho na hortoterapia, atividades de educação permanente em saúde, com temas ligados ao preparo de canteiros, capina, plantio, irrigação, adubação, colheita, gestão e manejo de uma horta, uso de adubos alternativos, orgânicos, posição solar, cultivo de hortaliças, plantas medicinais, chás e fitoterápicos. 

Além do reaproveitamento de insumos domésticos como arteterapia e alimentação saudável, serão trabalhados temas ligados ao meio ambiente e que influenciam diretamente nas questões de bem-estar, saúde física e mental. 

O espaço destinado para atividade de hortoterapia é de 81 metros quadrados, além do seu entorno, onde já se encontram em construção os canteiros e caixotes suspensos para hortaliças, o espiral de ervas e o relógio do corpo humano para o plantio das plantas medicinais.

Na manhã da última quarta-feira, 29 de setembro, o Caps AD II revitalizou o espaço destinado para hortoterapia. Segundo a coordenadora do serviço, Letícia Costa, a horta faz parte da Instituição desde 2014 e, neste ano, a partir de recurso do governo federal, foi possível revitalizar o local.

O coordenador do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, professor José Antonio Gonzalez da Silva, ressalta a contribuição deste trabalho, trazendo elementos da natureza e contando com o solo e planta como elementos de recuperação e terapia, reforçando o elevado nível de atuação dos projetos do Programa na proposta de resolução de problemas em distintas áreas de ação, tendo como centralidade a qualidade de vida, bem-estar e sustentabilidade.


Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade firma parceria com empresa Nutriplanta

A Fidene/Unijuí, por meio do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, firmou uma parceria com a empresa Nutriplanta para validação de produtos orgânicos em manejos mais qualificados à redução de agrotóxicos no cultivo da aveia. A Nutriplanta é uma empresa ijuiense, que atua há 30 anos no segmento de produtos agrícolas.

O Noroeste do Estado, região de excelência nacional na produção de alimentos, vem fortalecendo cada vez mais a pesquisa, buscando avanços científicos e tecnológicos para qualidade ambiental e segurança alimentar na cadeia de produção. 

A parceria vincula-se à pesquisa da mestranda Karin Coppetti, aluna do programa, que está desenvolvendo o projeto “Habilidade competitiva pela densidade de semeadura e regulador de crescimento organomineral: uma alternativa ao uso de agrotóxicos no controle de invasoras e uniformidade de colheita com redução do acamamento no cultivo da aveia”. 

Para Nadir Provenci, diretor proprietário da Nutriplanta e parceiro da Unijuí, a possibilidade de interagir com esse projeto é gratificante. "Isso porque na empresa buscamos o equilíbrio nutricional da planta, através do conhecimento e de tecnologias para uma agricultura cada vez mais moderna, rica, qualificada e em harmonia com o meio ambiente. Além de colaborar com o estudante em desenvolver suas habilidades e poder ajudar alunos, colegas e todo o segmento agro", disse.

Vários projetos vêm sendo desenvolvidos pelo Programa de Mestrado, trazendo a forte ligação Universidade-Empresa e problemas que estão diretamente ligados à cadeia de produção, buscando processos mais limpos e sustentáveis. Segundo o coordenador do Programa, professor José Antonio Gonzalez da Silva, considerando apenas os estudantes que ingressaram em 2021, mais de 50% têm bolsa e projetos financiados por empresas parceiras. Portanto, pesquisas que buscam  fortes avanços em todos os quesitos e trazem elementos de melhoria das técnicas de manejos, processos de maior cuidado do solo, água, ar e alimentos, redução de uso de agrotóxicos, segurança alimentar, geração e transformação de novos produtos e possibilidade de estudos aprofundados nas cadeias de produção buscando melhoria de eficiência e novas perspectivas. O coordenador comenta que esta relação Universidade-Empresa vem sendo cada vez mais fortalecida. Isto porque o rigor técnico-científico e a qualidade das pesquisas mostram o potencial de pesquisadores da Universidade na busca do aprofundamento dos problemas e geração de soluções. 

Hoje, setores público e privado percebem a Unijuí como uma Universidade diferenciada, capaz de trazer estreita relação da realidade e seus problemas regionais, tendo como foco o desenvolvimento socioambiental do Noroeste do Rio Grande do Sul.

O Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade tem como objetivo formar pesquisadores com visão sistêmica e multidisciplinar, capazes de compreender as inter-relações entre o ambiente, a sociedade e a tecnologia; participar de forma crítica e reflexiva no desenvolvimento regional, considerando os princípios e valores da sustentabilidade, gerando tecnologias apropriadas aos sistemas produtivos locais; promover a produção de conhecimentos na área do meio ambiente em geral, bem como, no campo do diagnóstico e da solução de problemas de interesse socioambiental.

O Programa está com edital aberto para seleção de novos estudantes para o curso de Mestrado. Estão sendo ofertadas 25 vagas. As inscrições podem ser realizadas pelo site unijui.edu.br/ppgsas, mediante preenchimento de formulário eletrônico e entrega dos documentos necessários, até o dia 6 de dezembro.


PPG em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade abre inscrições para Mestrado

Nesta terça-feira, 21 de setembro, o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade abriu processo seletivo para o curso de Mestrado. Estão sendo ofertadas 25 vagas. As inscrições podem ser realizadas pelo site unijui.edu.br/ppgsas, mediante preenchimento de formulário eletrônico e entrega dos documentos necessários, até o dia 6 de dezembro.

Recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na área de Ciências Ambientais, o programa possui duas linhas de pesquisa: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que busca apreender o processo de desenvolvimento a partir do espaço natural e do histórico de ocupação e uso; e Qualidade Ambiental em Sistemas Produtivos, que visa o aprofundamento científico na construção de processos inovadores voltados à prevenção e solução de problemas socioambientais.

O curso de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade destina-se a profissionais graduados nas áreas de Ciências Ambientais, Agrárias, Biológicas, da Saúde, Sociais, Química, Engenharias, Tecnológicas Aplicadas e/ou áreas correlatas. Os candidatos passarão por duas etapas no processo seletivo, sendo a primeira análise do curriculum vitae ou lattes, e a segunda entrevista e discussão da intenção de pesquisa.

A documentação necessária e outras informações podem ser obtidas junto à Secretaria do Programa, pelo telefone 55 3332-0417, pelo e-mail ppgsas@unijui.edu.br ou pela página unijui.edu.br/ppgsas, onde consta o Edital completo.


“Ciências Ambientais e suas abordagens interdisciplinares” foi tema de debate

Na última sexta-feira, dia 10 de setembro, acadêmicos da disciplina de Seminários Interdisciplinares do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí contaram com a participação do professor doutor Jairo Schmitt, coordenador adjunto da área de Ciências Ambientais da Capes na Feevale, em Novo Hamburgo. No encontro foi abordado o tema “Ciências Ambientais e suas abordagens interdisciplinares”, tópico diretamente relacionado ao objetivo central que move as pesquisas realizadas pelos estudantes e professores pesquisadores ligados ao PPGSAS.

O professor Jairo, em sua apresentação, buscou explicar de forma detalhada todos os fatores envolvidos em um programa de pós-graduação, com ênfase àqueles voltados à integração das mais distintas áreas de conhecimento, ou seja, os programas de formação multidisciplinar. Isto porque o objetivo central do PPGSAS da Unijuí é a formação de pesquisadores com visão sistêmica e multidisciplinar, capazes de compreender as inter-relações entre o ambiente, a sociedade e a tecnologia. Além disso, busca contribuir para que estes pesquisadores possam participar de forma crítica e reflexiva no desenvolvimento regional, considerando os princípios e valores da sustentabilidade, gerando tecnologias apropriadas aos sistemas produtivos locais, promovendo a produção de conhecimentos na área do meio ambiente, bem como no campo do diagnóstico e da solução de problemas de interesse socioambiental.

Destaca-se como temática do encontro a abordagem interdisciplinar, condição que é essencial quando se busca agregar a análise do ponto de vista das mais distintas áreas do conhecimento, permitindo que as pesquisas desenvolvidas consigam resolver desde problemas mais simples até os mais complexos. Segundo Jairo, “esse tipo de abordagem faz essa análise dos sistemas ecológicos interconectados com os sistemas naturais, que é a chave para a sustentabilidade”. A discussão voltada a esse tema foi essencial como forma de aprofundar ainda mais o entendimento dos acadêmicos quanto à importância de estarem inseridos em um programa de pós-graduação que promove este tipo de abordagem. Sabe-se que as mudanças provocadas ao longo dos anos têm levado à necessidade de formação de pesquisadores com uma visão mais ampla, capazes de resolverem problemas mais complexos. Esta condição leva a uma maior inserção na sociedade, junto a melhores oportunidades no campo profissional. O professor Jairo destacou, ainda, que o conhecimento disciplinar adquirido durante a graduação também é essencial e a busca pela interdisciplinaridade na pós-graduação prepara o profissional para obter êxito na solução dos problemas mais complexos.

Durante o encontro, o convidado buscou apresentar uma contextualização do crescimento do número de programas de pós-graduação voltados à área de Ciências Ambientais. Em 2011, havia em torno de 56 programas com foco na área das Ciências Ambientais, enquanto em 2019 este número passou para 137. Este resultado deixa clara a maior demanda aos programas voltados à interdisciplinaridade das Ciência Ambientais e como os resultados são promissores em vista da criação destes novos programas.

Outro fator chave é a necessidade de divulgação dos resultados obtidos através das pesquisas desenvolvidas. Este fato colabora para que os problemas encontrados ou demandados pela sociedade sejam realmente solucionados, podendo também haver a utilização de outros meios de divulgação. Conforme frisou Jairo, a Unijuí é uma universidade comunitária, condição que demostra a ligação e comprometimento que a instituição tem com a sociedade como um todo, sendo de extrema importância para a região em que está inserida. Isso se baseia no incentivo que a universidade proporciona para que sempre seja possível a ligação entre a pesquisa e a extensão. Esta realidade é que tem permitido o desenvolvimento de pesquisas sérias e que trazem resultados reais a todos os membros da sociedade. Destaca-se que o sucesso no desenvolvimento das pesquisas, bem como a apresentação de resultados promissores, só é possível devido à complexidade envolvida nos programas de pós-graduação com objetivo interdisciplinar. Aliado a isso, a participação de professores das distintas áreas do conhecimento é condição indispensável para o sucesso da construção de pesquisas voltadas à interdisciplinaridade.

Ao final da apresentação, abriu-se uma discussão. O debate contou com a participação dos estudantes, que relataram suas experiências e visão por estarem inseridos no Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade. “É muito interessante a convivência que a gente tem com colegas de outras formações, de outras áreas.  Juntos conseguimos construir projetos que são incríveis, apresentando os resultados encontrados à sociedade”, relatou uma das estudantes que está matriculada na disciplina. 

A visão ecossistêmica presente durante o debate ocorrido ao final da apresentação do professor Jairo faz parte das características e aspectos para fortalecer o planejamento e gestão dos programas de pós-graduação visando a inserção do tema sustentabilidade. Aliado a isso, como considerações finais, o professor destacou a necessidade de se considerar temas emergentes, a interdisciplinaridade, a transparência e a construção de projetos coletivos, condições indispensáveis à manutenção dos programas de pós-graduação com foco na multidisciplinariedade.

A atividade fez parte da disciplina de Seminários Interdisciplinares, coordenada pelos professores Roberto Carbonera e José Antônio Gonzalez da Silva. A mesma contou com as presenças da professora Sandra Beatriz Vicenci Fernandes e do professor Daniel Rubens Cenci, que são do quadro de professores permanentes do programa.

Por Natiane Ferrari Basso, estudante do PPGSAS


3º Dia de Campo da Aveia Branca apresentará novidades no mês de setembro

A Unijuí, em parceria com a empresa Dubai Sementes, realizará no dia 9 de setembro o 3º Dia de Campo da Aveia Branca - Inovações tecnológicas para boas práticas de cultivo. O evento ocorrerá no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (IRDeR), no município de Augusto Pestana, a partir das 8h15.

Segundo Claudia Argenta, engenheira agrônoma egressa da Unijuí e uma das organizadoras do evento, o intuito é que os estudantes presenciem a prática e entendam a importância desse cereal na nossa região. “Através do Dia de Campo, os acadêmicos conseguem interagir com os produtores e aumentam o contato com a área em estudo,” comenta.

Os participantes serão os acadêmicos dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária, além dos estudantes dos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu em Modelagem Matemática e Computacional e Sistemas Ambientais e Sustentabilidade. O evento será dividido em estações, para que todos os participantes tenham a oportunidade de visitar as experiências e trabalhos dos outros acadêmicos. 

A Estação 1 trabalha o tema “Zoneamento e indutor de resistência: produtividade e redução de fungicida”. As Estações 2, 3 e 4 trazem os temas “Desempenho agronômico de cultivares de aveia”; “Manejo da densidade de semeadura'' e “Manejo do nitrogênio”, respectivamente. Na Estação 5, será apresentada a “Biofortificação agronômica via foliar”; na Estação 6, o “Programa de melhoramento genético da aveia/Unijuí'' e, na última, a “Viabilidade e o manejo da Aveia orgânica”.

“Visto a importância da aveia branca, um dos principais objetivos é informar o produtor rural, além de apresentar novas técnicas de manejo testadas em campo, novas cultivares e novos experimentos que visam reduzir o uso de fungicidas, inseticidas e herbicidas, a fim de obter maior produtividade com sustentabilidade”, finaliza Claudia.

Gabriel R. Jaskulski, estagiário de Jornalismo da Unijuí


Estudante do Senegal defende dissertação no PPG em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade

Neste mês, o estudante de origem senegalesa, Mamadou Boye Diallo, defendeu sua dissertação de Mestrado sob o título “Análise da sustentabilidade da agricultura sob a abordagem dos sistemas agrários no município de Santo Antônio das Missões da Macrorregião Missioneira do Rio Grande do Sul”, junto ao curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí. A banca examinadora foi constituída pelos professores doutores Roberto Carbonera, orientador - PPGSAS/Unijuí; Sandra Beatriz Vicenci Fernandes, coorientadora - PPGSAS/PPGD; Lovois de Andrade Miguel - PGDR/UFRGS e Maria Margarete Baccin Brizolla - PPGDR/Unijuí.

A dissertação teve por objetivo analisar e diagnosticar a sustentabilidade da agricultura do município de Santo Antônio das Missões, localizado na Macrorregião Missioneira do Estado, e propor linhas estratégicas de desenvolvimento agrícola. Sua realização justificou-se pela constante dinâmica e transformação que ocorre na agricultura. O estudo foi realizado com base na teoria de sistemas agrários e compreendeu diversas etapas: leitura da paisagem; entrevistas semiestruturadas junto a unidades de produção; análise técnica, econômica, social e ambiental dos principais sistemas de produção; e proposições de estratégias de desenvolvimento. 

Como principais resultados, evidenciaram-se regiões com diferenças agroecológicas marcantes: acentuada expansão do cultivo de soja, diminuição brusca da produção leiteira e redução sensível da pecuária de corte e ovinocultura, com elevadas repercussões sociais, econômicas e ambientais em área do bioma pampa. Foram caracterizados 12 tipos de sistemas de produção e cinco casos emergentes, que representam a diversidade técnica e socioeconômica da agricultura. 

Entre os tipos, três são patronais, três são familiares de grande porte, dois são familiares de médio porte, três são familiares de pequeno porte e um é familiar minifundiário. Entre os casos emergentes, um é patronal, um é familiar de grande porte, dois são familiares de pequeno porte e um é minifundiário. Os pecuaristas familiares de pequeno porte e os minifundiários possuem maior dificuldade de atingir o nível de reprodução social, de um salário mínimo mensal por unidade de trabalho proveniente das atividades agrícolas, mais o 13º salário. Mesmo havendo uma diversificação das atividades, há elevada dependência da cultura da soja para muitos produtores. 

Diante dos resultados obtidos, seria necessário criar linhas de estratégicas visando beneficiar os tipos de agricultores familiares com produção de grãos em baixa escala; os agricultores familiares com produção de leite pouco intensiva e os agricultores familiares que apresentam elevada dependência na cultura da soja, por apresentarem dificuldade de obter o nível de reprodução social. Pois, caso contrário, podem abandonar as atividades agropecuárias. 


Professor de Portugal participa de banca no PPG em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade

Na última quinta-feira, dia 24 de junho, ocorreu a defesa da dissertação da mestranda Silviane Koch no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí. A banca examinadora foi constituída pelos professores doutores Geraldo Ceni Coelho, da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS - Chapecó/SC); Nelson Lima, da Universidade do Minho, em Braga/Portugal; José Antonio Gonzalez da Silva, coorientador; e Vidica Bianchi, orientadora da dissertação.

A dissertação intitulada “Qualidade da água e riqueza da vegetação arbórea nativa entorno de um banhado urbano” foi realizada com o objetivo de investigar o estado de conservação de um banhado urbano de Ijuí. A avaliação da qualidade da água contou com a colaboração da professora Alcione Aparecida de Almeida Alves, da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS - Cerro Largo).

A pesquisa possibilitou identificar as principais fontes de poluição do banhado. A origem do problema reside, em parte, no desconhecimento da importância desse ambiente pela população em geral. Também, pelo descaso dessa mesma população e do poder público. Foi possível identificar que a vegetação arbórea no entorno do banhado não é vegetação remanescente como se suspeitava, mas, sim, estágio sucessional das espécies. Os resultados apontam que o comprometimento da qualidade da água do banhado é resultado, pelo menos em parte, da ação antrópica da população circunvizinha. Em linhas gerais, percebe-se que a conservação do banhado está comprometida e ações de revitalização precisam ser implementadas, a fim de que a degradação completa desse ecossistema não venha a acontecer.

A dissertação indica para a continuidade dos estudos, por serem fundamentais para obtenção de dados, a fim de compará-los e certificá-los. Também abre caminhos para ações de educação ambiental, necessárias para elucidar a importância do banhado e para promover atitudes em relação à sua conservação.




Inscrições para o Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade finalizam nesta semana

Interessados em concorrer a uma vaga no curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí têm até esta sexta-feira, dia 2 de julho, para se inscrever no endereço unijui.edu.br/ppgsas, no menu lateral Processo Seletivo e Matrículas. Ao todo, são ofertadas 10 vagas. As aulas estão previstas para ter início no mês de agosto.

O programa dedica-se à pesquisa com visão sistêmica e multidisciplinar e busca analisar e compreender as relações entre sistemas naturais e produtivos, abordando as dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e produtivas, visando a geração de conhecimento para solucionar ou minimizar os impactos negativos gerados pelo desenvolvimento.

Os candidatos podem optar por uma das duas linhas de pesquisa: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ou Qualidade Ambiental em Sistemas Produtivos. Eles passarão por duas etapas no processo seletivo, sendo a primeira análise do curriculum vitae ou lattes, entrevista e discussão da intenção de pesquisa.

Para este edital serão concedidas até cinco bolsas financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) para atuação em pesquisa, com tempo máximo de duração de 24 meses. O processo de seleção dos bolsistas será realizado por meio de edital específico, a ser realizado após a matrícula. É condição para concorrer ao processo seletivo de bolsas estar regularmente matriculado no curso.

Mais informações pelo e-mail ppgsas@unijui.edu.br, telefone 3332-0420 ou 3332-0200, Ramal 3331.


Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade recebe pós-doutora em aula

Neste mês, a disciplina de Agrotóxicos na Saúde e no Meio Ambiente, do Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí, contou com mais uma participação especial. Participou da aula a doutora em Epidemiologia, pós-doutora em Estudos da Criança pela UMinho (Universidade de Portugal), Iara Denise Endruweit Battisti, a convite do professor doutor Roberto Carbonera. Iara teve uma longa trajetória na Unijuí. É egressa do curso de Informática (1996), foi docente nas disciplinas de Estatística e Bioestatística nos cursos de graduação da área da Saúde até o ano de 2009 e hoje atua como professora associada na UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), campus de Cerro Largo/RS.

Dentro das suas pesquisas, o foco está voltado para a exposição ocupacional a agrotóxicos e saúde humana. Iara trouxe estudos de sua autoria ou orientação, que mostram dados referentes à periculosidade que os agrotóxicos causam à saúde, tanto do trabalhador agrícola quanto aos seus familiares.

Inicialmente, trouxe uma estimativa da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), do ano de 2015, que apontou que cada pessoa consumia o equivalente a 7,3 litros de agrotóxicos por ano, ou seja, este é o volume de produtos utilizados proporcional por habitante. Essa estimativa é uma crescente e até o presente ano o consumo de agrotóxicos no Brasil só aumenta. O País é líder mundial no consumo de agrotóxicos, sendo o Rio Grande do Sul o estado que mais se destaca na utilização deste produto.

Outro dado relevante apresentado foi a descrição dos agrotóxicos que são comercializados no Brasil, mas que não são autorizados à comercialização na União Europeia (UE). Esses agrotóxicos deixam resíduos na água, no milho, no arroz, e comparado com os dados da UE, os limites permitidos no país são duas vezes maiores. Já em comparação com a soja, o nível de resíduos de glifosato é 200 vezes maior. 

Quando associado o consumo de agrotóxicos à saúde humana, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) lista alguns que podem causar danos à saúde, desenvolvendo alterações e doenças nos mais variados sistemas funcionais do organismo, como, por exemplo, alterações neurológicas, endócrinas, depressão, comprometimento auditivo, respiratório, além dos mais diferentes subtipos de câncer.

Iara traz uma preocupação especial aos impactos que os agrotóxicos trazem à saúde da criança. A exposição para os pequenos acontece através da manipulação ou ingestão de alimentos e/ou água, pela manipulação de objetos que foram utilizados na aplicação de agrotóxicos, por residirem próximo a plantações, e ainda na desinsetização doméstica. Nesse sentido, a pesquisadora realizou uma revisão integrativa sobre agrotóxicos e saúde da criança, com busca de artigos científicos na base de dados Pubmed. Foram encontrados 285 artigos que atendiam aos critérios de inclusão, dentre estes, 32 foram selecionados. Dos selecionados, 10 eram da América do Sul e apenas 5 artigos brasileiros. Nessa pesquisa, Iara investigou os métodos usados na intoxicação de crianças e quais os principais agravos constantes da contaminação. Dentre os principais comprometimentos elencados no estudo, destacam-se as intoxicações, danos citogenéticos, danos congênitos, efeitos neurológicos, danos respiratórios, disfunção endócrina e leucemia, todos associados à exposição aos agrotóxicos.

Relacionado à exposição ocupacional, no Brasil existem 1.681.001 estabelecimentos agrários, e desses 33,1 % usam agrotóxicos. Em relação ao Rio Grande do Sul, 256.099 estabelecimentos agrícolas são identificados, e destes 70,2 % utilizam agrotóxicos. Já na cidade de Ijuí, encontram-se 1.441 estabelecimentos agrícolas e destes 88,6% indicam usar agrotóxicos na função agrícola. A partir desses dados, gerou-se uma preocupação com a promoção da saúde dos agricultores do nosso município e a importância da implantação de políticas públicas que auxiliam na prevenção e cuidado aos problemas e agravos. Iara faz uma divisão dos problemas de saúde em agudos, subagudos e crônicos, e mostra estudos que enfatizam o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) como forma de prevenção a esses agravos.

Ainda como forma de atuação na promoção da saúde dos agricultores, cita a Norma Regulamentadora 7 (NR7), a qual prevê exames periódicos de sangue para controle de intoxicação e diagnóstico de intoxicação aguda. Porém, a norma traz algumas limitações, tendo em vista a pequena gama de produtos químicos que podem ser identificados na corrente sanguínea. A prevenção é a melhor forma de evitar complicações severas à saúde, e essa prevenção está relacionada a várias questões tanto de proteção individual quanto da conscientização coletiva para o uso indiscriminado de contaminantes.

A turma concluiu que os estudos da professora são extremamente relevantes e trouxeram uma grande contribuição para os mestrandos da disciplina, o que acabou gerando uma importante discussão e troca de conhecimentos, além da identificação da preocupação da pesquisadora com o tema e sua constante busca por mais dados e comprovações científicas que confirmem suas teses. 

  

Daiana Zambonato

Liziane Kraemer

Mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade - PPGSA