Sistemas Ambientais e Sustentabilidade

A mortalidade das Abelhas na Região Noroeste do Rio grande do Sul foi tema de debate

              

Na quinta-feira, dia 10 de setembro, o professor Roberto Carbonera, do curso de Agronomia e do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí participou de uma live com um grupo de alunos da 2ª série do Ensino Médio, do Colégio Evangélico Augusto Pestana (CEAP), Ijuí, e com a professora de Biologia, Márcia Mattos Damm.  Este grupo de alunos, sob a orientação da professora, vem pesquisando sobre A mortalidade das Abelhas na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, tema escolhido no Componente Curricular Projetos de Pesquisa, desenvolvido pela escola. Este projeto visa estimular a busca de dados e informações para resolver problemas/questões e preparar os alunos para a pesquisa científica, exigida em nível universitário.

Na ocasião, o professor Carbonera discorreu sobre o uso de agrotóxicos ao longo dos anos, as diferentes concepções acerca do seu uso e as implicações para a saúde humana e ambiental. Destacou dados de utilização, relações com ocorrência de intoxicações agudas e crônicas, bem como dados de contaminação do ambiente.

Sobre as abelhas, discorreu sobre casos de mortalidade de colmeias ocorridos no RS. Inicialmente, surgiram suspeitas da ocorrência de novas moléstias provocadas por fungos ou vírus.  Entretanto, pesquisas apontaram que a causa principal estaria associada ao uso de agrotóxicos, com a identificação de compostas, inclusive, já proibidos em outros países. 

Ao finalizar, lembrou a importância dos jovens buscarem na pesquisa, a discussão de temas polêmicos como este, confrontando os diversos pontos de vista e soluções conjuntas que visem minimizar seus impactos.


Sistemas Ambientais e Sustentabilidade: a busca por solucionar ou minimizar impactos gerados pelo desenvolvimento

            

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí, que oferta o curso de Mestrado, busca analisar e compreender as relações entre sistemas naturais e produtivos, abordando as dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e produtivas, visando a geração de conhecimento para solucionar ou minimizar os impactos negativos gerados pelo desenvolvimento.

A proposta foi embasada numa longa e profícua discussão interdisciplinar realizada pelos seus docentes e pesquisadores, respaldada num considerável conjunto de estudos, pesquisas, experiências e produção científica com enfoque na sustentabilidade, oportunizando uma aprendizagem construída em vários campos do conhecimento na área socioambiental. Representa a oportunidade de promover avanços científicos, fomentando pesquisas a partir de uma visão sistêmica e interdisciplinar, impulsionando a prospectar a formação de uma massa crítica para atuação convergente às necessidades dos novos cenários, com forte ênfase na proteção ambiental, garantia da segurança alimentar e qualidade de vida das comunidades.

O fazer em ciência e inovação inclui a interação de diversas áreas do conhecimento, com pesquisas e ações que envolvem: produção mais sustentável de alimentos, redução de poluição, qualidade dos produtos, segurança alimentar,  estudo e controle de zoonoses/saúde pública, saúde e bem-estar, valoração ambiental, biodiversidade/transformação/recuperação/bioindicadores, redução de agrotóxicos, legislação e adequação ambiental, lixo, saneamento rural/urbano/uso de resíduos sólidos, qualidade do ar, solo e água, planejamento/análise de praças e jardins/ambiente público/conforto ambiental, materiais sustentáveis/ergonomia/instalações, processos mais limpos e cidades sustentáveis, estudos voltados a educação ambiental, entre outras.

O Programa, oferecido pelo Departamento de Estudos Agrários da Unijuí, foi aprovado pela CAPES no segundo semestre de 2018. Dessa forma, permite desenvolver grandes pesquisas de interesse regional e nacional e promove a formação de um pesquisador diferenciado com visão sistêmica e multidisciplinar. No curso de mestrado o público-alvo são os profissionais graduados nas áreas de Ciências Ambientais, Agrárias, Biológicas, da Saúde, Sociais, Química, Engenharias/Tecnológicas Aplicadas e/ou áreas correlatas.

Linhas de Pesquisa

Inscrições

A partir de 08 de setembro o Programa estará com inscrições abertas para a nova turma de Mestrado. Confira todos os detalhes na página do Programa, neste link. Outras informações pelo e-mail: ppgsas@unijui.edu.br, ou pelos telefones (55) 3332 04 20 e (55) 9 96179234.

 


Relação entre algoritmos, democracia e educação foi tema de formação de professores

            

O Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade promoveu uma formação aos docentes nesta segunda-feira, 24 de agosto. O convidado foi o Prof. Dr. Amir Limana, que está em pós-doutoramento em Roma, na Universidade de Sapienza, Itália. Ele já atuou como docente da Unijuí, tendo, neste encontro, pautado a fala na obra de Giuliano Da Empoli, intitulada “Engenheiros do Caos”, que é jurista de formação, escritor e jornalista. Está fortemente implicado com as redes sociais, como as fake News, teorias da conspiração e os algoritmos que estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar nas eleições em diversos países, como no Brasil. Participaram do debate, coordenado pelo professor Roberto Carbonera, professores dos programas de pós-graduação da instituição e convidados externos.

O “Big Data’ constitui a fonte de acesso aos dados de cada cidadão, individualmente, e direciona informações de forma a cooptar adeptos. “Se o algoritmo das redes sociais é programado para oferecer ao usuário qualquer conteúdo capaz de atraí-lo com maior frequência e por mais tempo à plataforma, o algoritmo dos engenheiros do caos os força a sustentar, não importa que posição, razoável ou absurda, realista ou intergaláctica, desde que ela intercepte as aspirações e os medos, principalmente os medos, dos eleitores” (Da Empoli, p. 13). “Claramente, constata-se que o estado democrático de direito, assim como o livre arbítrio, está sob ataque dos algoritmos que vêm mudando as regras do jogo político e a face das nossas sociedades. Ou seja, um trabalho árduo de ideólogos e, cada vez mais, de cientistas e especialistas do Big Data, sem os quais os atuais líderes populistas nunca teriam chegado ao poder. É a inteligência artificial manipulando o destino humano”, destacou o professor Amir.

O palestrante reforça: “aos olhos dos seus eleitores, as deficiências dos líderes populistas se transformam em qualidades. Sua inexperiência demonstra que não pertencem ao círculo da "velha política" e sua incompetência é uma garantia da sua autenticidade. As tensões que causam, em nível internacional, são vistas como mostras de sua independência, e as fake news, marca inequívoca de sua propaganda, evidenciam sua liberdade de pensamento. Questionam-se e negam-se evidências científicas, a terra pode ser plana! A simplificação substituiu um processo de mediação construtiva da sociedade”.

                 

Diante do contexto exposto, ficou um grande questionamento aos participantes: o que nos salvará nesse contexto em que a civilidade e a democracia estão ameaçadas? “A Educação! Ela que, assim como a ciência, está sob ataque nesse projeto. Cabe resgatar o caráter humanista reflexivo da educação, da possibilidade de reestabelecermos um diálogo acerca de referenciais críticos, da complexidade do mundo”, projetou. Segundo o professor Amir, urge agirmos coletivamente resgatando a capacidade de diálogo para não sermos tragados por esse projeto de ignorância militante orquestrado em redes sociais.

 "Agradecemos aos colegas que participaram do debate e nos enriqueceram com suas contribuições, resgatando nossa esperança de um mundo melhor e mais justo”, avalia o professor Roberto Carbonera, coordenador da atividade.


Programa realiza formação para professores da Rede Municipal de Condor

               

No dia 10 de agosto, o professor Daniel Cenci, a mestranda Juliana Boniatti Libardoni Buratti e o mestrando Tiago Fernando Vargas Muller, do Programa de Pós Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí, participaram de atividades de formação ao profissionais da educação da Rede Municipal de Condor. Desde 2019, o Programa vem estabelecendo relações com a  Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), integrando as atividades de formação continuada propostas pelo município. 

Este ano letivo está sendo diferenciando, com muitos desafios para alunos, familiares e professores. A proposição de atividades não presenciais  tem demandado tempo e estudo dos Educadores, os quais procuram manter crianças e adolescentes vinculados à escola, motivados a aprender e desenvolver saberes. Para proporcionar momentos de reflexão sobre as práticas pedagógicas e planejamento das atividades, as Equipes Diretivas e a Secretaria Municipal de Educação de Condor, propuseram encontros online de formação continuada aos docentes da rede municipal de ensino. A palestra "Rompendo as barreiras disciplinares: 'sentipensar' como fundamento para novos saberes", foi realizada de forma virtual, tendo como público os professores dos anos finais. 

Ainda sem  previsão do retorno às aulas presenciais, as escolas seguem empenhadas em desenvolver suas atividades. A SMEC reitera que o envolvimento das famílias está sendo fundamental para que os alunos permaneçam engajados no processo de aprendizagem, o qual o professor atua como o principal mediador na busca de novas metodologias que se adaptem ao cenário atual.

As ações no município de Condor são construídas a partir do projeto da mestranda Juliana intitulado “Avaliação e preservação de recurso hídrico a partir do uso de indicadores e bioindicadores de qualidade ambiental”, sob orientação da professora do PPGSAS, Juliana Maria Fachinetto, e co orientação da professora Sandra Fernandes e do mestrando Tiago Fernando Vargas Muller , Abelhas nativas sem ferrão como garantia da biodiversidade, atividade econômica e ferramenta de valoração e educação ambiental sob orientação da professora do PPGSAS, Maria Margarete Brizola e co-orientação do professor José Antonio Gonzalez da Silva.   Destaca-se também a parceria construída com o  Grupo Hidropan, Sr. Eduardo Kummer e Olávio Melchiors,  e JS Florestal, através do Engenheiro Florestal Jorge Schirmer.

 

 

 


Unijuí e Ceriluz firmam convênio para o desenvolvimento de projeto Socioambiental em Ijuí

            

A Ceriluz e a Unijuí, por meio do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, juntamente com a JSFlorestal, firmaram convênio para o desenvolvimento de um projeto Socioambiental em Ijuí. Intitulado “Qualidade das águas de nascentes pertencentes à bacia hidrográfica do Rio Ijuí na área de atuação de Pequenas Centrais Hidrelétricas”, será desenvolvido com associados da Cooperativa e também com estudantes de escolas da cidade. A parceria entre os atores desta iniciativa foi potencializada pela atuação da Agência de Inovação e Tecnologia (AGIT), setor ligado à Vice-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Universidade.

Os objetivos são identificar as nascentes e caracterizar o ambiente no entorno das fontes que abastecem o rio Ijuí, na microrregião de atuação de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Realizar avaliação da qualidade da água e desenvolver um plano de monitoramento para fins de recuperação e preservação. Além disso, atuar junto à comunidade para atividades de educação ambiental na conscientização do uso racional da água e preservação de seus mananciais e de valorizar o caráter socioambiental da empresa geradora de energia. O projeto também tem estreita ligação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), um chamado universal para ação contra a pobreza, proteção do planeta e para garantir que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.

O estudo será desenvolvido nos municípios de Ijuí e Bozano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí, na microrregião de atuação das PCH’s José Barasuol e RS 155, que exploram o potencial hidrelétrico do Rio Ijuí, na qual as nascentes de água selecionadas para o desenvolvimento do projeto de pesquisa são formadoras de arroios que contribuem para a disponibilidade hídrica do Rio Ijuí. Será executado em forma de Projeto de Mestrado do Programa, a partir da atuação da mestranda Márcia Sostmeyer Jung. Ela salienta que a água é um recurso natural e o elemento de maior importância na natureza, sendo necessária para manter a biodiversidade e as atividades econômicas da agricultura, pecuária e indústria. No entanto, a qualidade da água é ameaçada com o crescimento da população humana e expansão das atividades agrícolas e industriais. “As nascentes possuem uma posição de destaque no ciclo hidrológico, abastecendo os cursos d’água dos rios, mantendo a biodiversidade e o ecossistema como um todo. Portanto, a manutenção do fluxo e a qualidade da água de um rio depende da contribuição dos seus afluentes (rios menores, riachos, córregos e nascentes) preservados e conservados”, salienta. 

Ela também observa sobre a utilização do potencial econômico na geração de energia limpa, pois a água constitui uma fonte renovável de combustível pelas usinas hidrelétricas. “O crescimento econômico e a manutenção das atividades humanas estão interligados com a disponibilidade de energia elétrica. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) são empreendimentos de elevada importância para a matriz energética brasileira e gaúcha. Elas apresentam impactos ambientais menores, são ambientalmente responsáveis e economicamente viáveis, geram energia descentralizada próxima à grandes centros consumidores e contribuem com o desenvolvimento social e econômico regional. Estas características são condizentes com as exigências do desenvolvimento sustentável do século 21”, complementa.

A Ceriluz é ciente de seu papel socioambiental junto à comunidade, observa a importância da preservação e conservação das nascentes de água para a manutenção dos mananciais e da biodiversidade aquática, bem como para o desenvolvimento sustentável das presentes e futuras gerações. “Está uma grande e importante parceria e já queríamos realizar há algum tempo com a Universidade”, salienta Romeu de Jesus, diretor da Ceriluz. 

Para o coordenador do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí, professor Dr. José Antônio Gonzales, este projeto vai desenvolver um trabalho de um dos grandes temas da humanidade, que é a qualidade da água. “As nascentes são as fontes de recursos hídricos, de manutenção de qualidade de água potável e biodiversidade, pensando no futuro das novas gerações. Tendo em vista estes importantes aspectos, a Ceriluz e a Unijuí estabeleceram esta parceria, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da nossa região”, complementa.

            

A metodologia do trabalho:

- Caracterização da microrregião de estudo com a seleção de 5 nascentes de água estratégicas para a formação de Arroios;

- Identificar e caracterizar as nascentes;

- Analisar a qualidade da água;

- Desenvolver um plano de monitoramento das nascentes, definindo estratégias de recuperação e preservação a partir do diagnóstico atual das condições ambientais e da biodiversidade existente visando conformidade ao Código Florestal;

- Realizar o biomonitoramento das nascentes de água, com a utilização de bioindicadores que vão indicar a qualidade biológica das águas;

- Desenvolver ações de educação ambiental em escolas rurais incorporando estratégias junto ao corpo docente no plano pedagógico, com atividades interdisciplinares junto a apresentação e discussão de temas relevantes relacionados a preservação e conservação das nascentes, envolvendo materiais educativos. 

 


Sistemas Ambientais e Sustentabilidade abre inscrições para estudante eventual

           

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí está com inscrições abertas, de 10 a 24 julho de 2020, para Estudante Eventual do curso de Mestrado.

Documentação para Inscrição: 

● Requerimento de Inscrição (formulário disponível no site e na secretaria do curso); 

● Cópia do diploma e histórico escolar da Graduação (autenticados); 

● Cópia do CPF; Cópia da Carteira de Identidade, Cópia da Certidão de Nascimento/Casamento;

Estes documentos devem ser enviados por e-mail para a Secretaria do Programa, no endereço: ppgsas@unijui.edu.br. Assim que recebidos, a secretaria envia e-mail de confirmação.  

A participação como estudante eventual, não garante, em qualquer hipótese, vaga nos Cursos do Programa, no próximo processo de seleção, não desobriga o aluno de submeter-se ao processo de seleção, para ingresso. Caso o aluno participe e seja aprovado no Processo Seletivo poderá requerer aproveitamento dos créditos já cursados. 

Para mais informações, consulte a página do Programa.

Sobre o Programa

O Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade tem como objetivos formar pesquisadores com visão sistêmica e multidisciplinar capaz de compreender as inter-relações entre o ambiente, a sociedade e a tecnologia; participar de forma crítica e reflexiva no desenvolvimento regional, considerando os princípios e valores da sustentabilidade, gerando tecnologias apropriadas aos sistemas produtivos locais; promover a produção de conhecimentos na área do meio ambiente em geral, bem como, no campo do diagnóstico e da solução de problemas de interesse socioambiental.

 


Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade realiza atividade com alunos do projeto de extensão “Programe seu Futuro”

          

As mestrandas Cleusa Rossini e Fernanda Gewehr de Oliveira, orientandas do professor Dr. Daniel Cenci no Programa de Pós Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí, desenvolveram  as atividades de formação, que aconteceram nos dias 16 e 18 de junho, via Google Meet, com os alunos do Projeto de extensão da Unijuí “Programe seu Futuro”. A ação tem a coordenação do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Justiça Social e Sustentabilidade

A inserção e a participação do PPGSAS ocorreu com as palestras das alunas sobre: “Agenda 2030: Despertando os jovens para o saber e o fazer sustentável”. Nelas se abordou o tema referente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS, discutindo-se sua importância, meios de implementação, ações locais e globais para a multiplicação da Agenda 2030.

Nesta atividade participaram estudantes de escolas dos níveis fundamental e médio de Ijuí e Santa Rosa que fazem parte do projeto de extensão “Programe seu Futuro”. O projeto é coordenado pelo professor Me. Marcos Cavalheiro e tem como objetivo despertar o interesse pelo uso da tecnologia, um trabalho conjunto entre Universidade e Escolas, na perspectiva de gerar uma mudança de paradigma nos jovens estudantes a partir da modificação do seu olhar a respeito da tecnologia, no qual este passará a ser um produtor e não apenas um usuário das ferramentas de informática.

A temática da Agenda 2030 traz uma discussão global e para que a efetivação de suas metas ocorra se faz necessário o envolvimento de todos os cidadãos. Os jovens representam uma parcela importante na multiplicação da Agenda e as ferramentas tecnológicas são aliadas nesta tarefa de divulgação e implementação.


Unijuí e Cisbra firmam parceria para o desenvolvimento de pesquisas com linhaça

               

Com o objetivo de desenvolver pesquisas voltadas ao cultivo da linhaça, a Unijuí, por meio da Agência de Inovação e Tecnologia da Universidade (AGIT), firmou parceria com a empresa Cisbra. A empresa, que tem unidades em Ijuí e Panambi, atua há 27 anos no mercado de produtos integrais, oferecendo mix de grãos, flocos e farinhas integrais, óleo de linhaça, entre outros.

Por meio desta parceria serão desenvolvidas pesquisas durante três anos, com o objetivo de aprimorar estratégias de cultivo que maximizem o crescimento, desenvolvimento, produtividade e a qualidade dos grãos da linhaça. Estas pesquisas serão baseadas no zoneamento agroclimatológico da cultura, ajuste das práticas culturais e do arranjo de plantas para os principais genótipos de linhaça disponíveis, tanto com grãos marrons quanto dourados. Como parte da parceria, a empresa Cisbra fornecerá auxílio financeiro e técnico para o desenvolvimento das pesquisas, enquanto a universidade participará com a infraestrutura, bolsistas de graduação e de mestrado, professores e técnicos para melhor desenvolver o projeto técnico-científico.

Por isso, o projeto é vinculado ao Programa de Melhoramento Genético de Grãos, coordenado pelo professor Ivan Ricardo Carvalho e ao Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, coordenado pelo professor José Antonio Gonzalez da Silva, ambos da Unijuí. Tendo como beneficiário direto dos resultados do projeto os agricultores da região, Ivan entende que, com parcerias como esta, a Unijuí destaca-se como pioneira na região no âmbito de inovação no agronegócio. “Podemos evidenciar a grande contribuição da parceria entre a universidade e empresas, pois fomenta a inovação tecnológica em plantas de lavoura e melhoramento genético”, explica.

A pesquisa será desenvolvida no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (IRDeR/Unijuí), localizado no município de Augusto Pestana, vinculado aoDepartamento de Estudos Agrários (DEAg). Segundo o professor Osório Antônio Lucchese, chefe do DEAg, é importante firmar parcerias com empresas como a Cisbra, pois elas permitem a aproximação do conhecimento desenvolvido pelos profissionais e pesquisadores da Universidade com o que está sendo executado pelos produtores, parceiros da empresa no campo. “Então, o grande objetivo desta parceria acaba sendo isso, a construção de conhecimento para que a gente possa referenciar, não só na nossa região, mas para todo o estado do Rio Grande do Sul e, porque não, para todo o sul do Brasil, as condições técnicas necessárias para desenvolver a cultura da linhaça de modo adequado e pleno. Esse é o grande objetivo dessas parcerias”, afirma Osório.

         

Segundo Alecson Thomas, gerente de Produção na Farinhas Integrais Cisbra, esta também é a visão da empresa. Ele explica que, durante os 27 anos de atuação da empresa, foram realizadas diversas viagens para países como o Canadá, um dos maiores produtores de linhaça do mundo, para buscar tecnologias e conhecimento. Porém, a empresa entende que é necessário também buscar uma melhor adaptação da planta na microrregião, e para isso, é preciso realizar estudos com capacidade técnica de profissionais e professores que auxiliem no entendimento das característica da cultura. “Os produtores que já vem plantando relatam toda experiência, os benefícios, pontos positivos e negativos da cultura. Mas é preciso, com o estudo, com a parceria da Unijuí, colocar isso no papel e tornar esse comentário, essas informações que estão hoje apenas de forma relatada pelos produtores, em um experimento, para que a gente possa levar com firmeza essas informações, e publicar elas”, conclui.

A parceria, segundo o professor Fernando Jaime González, Vice-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (VRPGPE), faz parte da política da Universidade no fortalecimento do vínculo dos pesquisadores com o campo produtivo. “Neste caso em particular, envolve o interesse comum para a empresa e para a Universidade. Continuamos trabalhando para poder desenvolver, cada vez mais, esse setor de interesse estratégico para a nossa região”, explica Fernando. Ele destaca, ainda, que o projeto foi possível por meio da atuação da Agência de Inovação e Tecnologia da Unijuí (AGIT), que possui a responsabilidade de negociar tecnologias, dar subsídio aos pesquisadores na efetivação de projetos de parceria e fomentar a transferência de tecnologia da Universidade com o setor produtivo. A AGIT vem auxiliando pesquisadores sendo o elo institucional entre os parceiros interessados no conhecimento gerado na Universidade.

 

Saiba mais sobre o projeto “Desenvolvimento de Boas Práticas para a Cultura da Linhaça” 

A pesquisa envolverá os anos agrícolas de 2020, 2021 e 2022 e será subdividida em três experimentos: 

Experimento 1 – Desenvolvimento do zoneamento agroclimático da cultura da linhaça;

Experimento 2 – Ajuste do arranjo ótimo de plantas para maximizar a produtividade e a qualidade dos grãos de linhaça; e

Experimento 3 – Manejo eficiente do momento da aplicação e dose do nitrogênio em linhaça. 

A equipe de pesquisa fornecerá relatórios preliminares ao final de cada ano do projeto (20 de dezembro de 2020 e 20 de dezembro de 2021) e um relatório final ao término da pesquisa (20 de dezembro de 2022). A partir dos dados mensurados e das informações obtidas, será formulada uma “Cartilha de Práticas de Manejo para a Cultura de Linhaça”. 

Por Manuela Joana Engster, acadêmica de Jornalismo e estagiária da Agência Experimental Usina de Ideias

 


Unijuí e Dubai Alimentos firmam parceria de pesquisa com duração de 10 anos

O Projeto, que será desenvolvido no Mestrado de Sistemas Ambientais e Sustentabilidade e no curso de Agronomia, tem como foco sistemas de cultivo de Aveia Grão.

          

Contrato foi finalizado neste mês de maio de 2020

A Unijuí e a Dubai Alimentos, empresa de Ijuí, assinaram Contrato de Cooperação Técnica-Científica com o objetivo de estabelecer uma relação de parceria para a execução de trabalhos de pesquisa agropecuária, no desenvolvimento e adequação de tecnologias mais sustentáveis nos sistemas de cultivo de aveia grão. A metodologia do trabalho está descrita no Projeto de Pesquisa “Projeto de desenvolvimento e adequação de tecnologias nos sistemas de cultivo de Aveia Grão”. As atividades correspondem aos projetos de pesquisa da Fidene/Unijuí, executados pelo Departamento de Estudos Agrários (DEAg) e no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (IRDeR), órgão vinculado ao DEAg/Unijuí. 

Dentre as etapas, ao final de cada ano, serão entregues relatórios técnicos parciais. Ao final do 3º (terceiro) ano será apresentado e entregue à Empresa Dubai Alimentos o Manual de Boas Práticas de Cultivo de Aveia Grão, com atualizações a cada dois anos. Além disso, a cada ano haverá uma inserção da equipe do projeto em Dia de Campo promovido pela Empresa Dubai Alimentos para apresentar resultados técnicos parciais.

A pesquisas serão desenvolvidas no decorrer de 10 anos pela equipe de pesquisadores da Universidade, com a participação de alunos e professores vinculados ao Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade e do curso de graduação em Agronomia. As práticas serão desenvolvidas no campo experimental da escola-fazenda da Universidade (IRDeR), em área estimada em cinco hectares.

Segundo Dante Maurício Tissot, sócio-proprietário da Dubai Alimentos, a parceria vem para o um bem comum, que é produzir alimentos de melhor qualidade, com mais segurança alimentar. Não estamos focados só no aumento de produção, não é simplesmente produzir mais, é produzir melhor, é trazer para dentro da indústria produtos com mais segurança alimentar. Com isso a gente quer oferecer ao nosso consumidor um produto mais limpo, com mais qualidade para consumo”, observa. 

            

Universidade e Dubai Alimentos já realizaram uma série de encontros em 2019 

Para o professor Osório Lucchese, chefe do DEAg, a construção da parceria é uma proposta arrojada, revelando a postura empreendedora diferenciada desta empresa. “Faz com que possamos trabalhar no desenvolvimento de novas tecnologias de cultivo para a aveia, posicionando esta como uma das principais culturas de inverno. Mostra a confiança em nossa Universidade e no conjunto de nossos professores e pesquisadores que estão engajados na produção de conhecimento a serviço para a comunidade. É a Unijuí, novamente, fazendo a diferença para o agronegócio de nossa região”, salienta.

Já o coordenador do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, José Antonio González, observa que “é importante destacar que nesta região vem ocorrendo uma elevada demanda por grão de aveia de maior qualidade industrial e química, junto a uma crescente estruturação de agroindústria familiares e do setor industrial. Portanto, exige novos padrões de produção, mais limpos e sustentáveis, e com atributos que atendam as necessidades das indústrias de alimentos e consumidores. Existe, ainda, a necessidade de desenvolver pesquisas que fomentem a indicação de novas cultivares com desenvolvimento de manejos mais eficientes, e promover a redução de acabamento de plantas que tem uma melhor habilidade competitiva em reduzir o uso de herbicidas, que tem a maior adaptabilidade e estabilidade às variações climáticas e com redução no uso de agroquímicos”, complementa. “Destaco que, cada vez mais, precisamos de avanços científicos e tecnológicos que promovam um olhar ressignificado, voltado a geração e incorporação de novas práticas e processos relacionados aos sistemas de produção da qualidade dos produtos e do cuidado com o meio ambiente”.

Viabilização da parceria

A parceria entre a Dubai e a Unijuí teve a importante participação da Agência de Inovação e Tecnologia da Universidade, a Agit, que auxilia os Departamentos a efetivar este tipo de ação. Os primeiros contatos para a realização da parceria surgiram em Abril de 2019, sendo firmada em Maio de 2020. É responsabilidade deste setor institucional negociar tecnologias, dar subsídio aos pesquisadores na efetivação de projetos de parceria e fomentar a transferência de tecnologia da Unijuí com o setor produtivo. A AGIT vem auxiliando pesquisadores sendo o elo institucional entre os parceiros interessados no conhecimento gerado na Universidade.

         

A empresa também já esteve, em 2019, dialogando com a Reitoria da Unijuí


Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade promoveu Aula Inaugural de 2020

O Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí realizou, na noite de sexta-feira, 17 de abril, a Aula Inaugural com o Professor Fernando Estenssoro, da Universidade de Santiago, Chile.

               

A aula inaugural 2020 do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí tratou do toma “A Geopolítica Ambiental Global do Século 21: Os Desafios para a América Latina em tempos de Coronavírus”, ministrada online em decorrência das restrições de realização de aulas presenciais por conta da pandemia mundial do coronavírus.

Na palestra, o professor Fernando Estenssoro retomou a análise da Geopolítica Ambiental Global publicada em livro pela Editora da Unijuí e acrescentou dados recentes sobre a evolução da temática. Destacou que a preocupação e a visão geopolítica dos conflitos socioambientais traduzem as ideias políticas pela busca de uma sociedade mais justa, sustentável e de paz para a região.

Porém, segundo pesquisas realizadas, “os países do Norte são os maiores poluidores, responsáveis pela crise ambiental global e que estão levando à destruição do planeta”. Estes países são os maiores consumidores de energia e água. São os maiores emissores de gases de efeito estufa. Tem as maiores densidades populacionais. São os países mais industrializados. Possuem os maiores bosques de taiga. Apresentam os maiores fluxos comerciais. Concentram a maioria das multinacionais, riqueza e armas estratégicas ou ogivas nucleares. 

Enquanto que os países do Sul possuem as maiores reservas de biodiversidade, lembra o professor, florestas tropicais, reservas de água doce, aquíferos, maior proximidade com a Antártica, reservas de recursos naturais estratégicos como nióbio, iodo, rênio, cobre, estanho, níquel e boro. “Porém, apresentam pouco desenvolvimento industrial, baixa densidade populacional, sem armas estratégicas e um continente desunido, o que é o pior de tudo”. Ele enfatizou também sobre os erros estratégicos que muitos países do Sul estão cometendo recentemente, incluindo o Chile, o Brasil e outros.  

Quem vai ter condições de negociar, indagou?:  “a história é escrita entre vinte e sessenta graus de latitude norte”, destacou. Para 2040, América Latina e África será o novo Sul absoluto. “Nós queremos este cenário? O que estamos fazendo a respeito? Não tem a menor dúvida que o coronavírus afetará ainda mais os países do Sul, em especial, a população das periferias urbanas”, complementou.

Participaram da aula professores e estudantes do Programa, para além de professores da UFSM, Santa Maria, IMED, Passo Fundo e de outros programas de Pós-Graduação da Unijuí. O evento foi coordenado pelos professores Daniel Rubens Cenci e Roberto Carbonera e foi considerado inovador e muito bem avaliado pelos participantes.

Sobre o Programa

O programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade tem como base as Ciências Ambientais, como vocação de pesquisa a interface entre os sistemas naturais com os sistemas produtivos e o amplo espectro de impactos socioambientais. Tem como escopo os desafios do desenvolvimento sustentável, integrando diferentes escalas de análise, com visão sistêmica e multidisciplinar. Busca analisar e compreender as relações entre sistemas naturais e produtivos, abordando as dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e produtivas, visando a geração de conhecimento para solucionar ou minimizar os impactos negativos gerados pelo desenvolvimento.