
No último sábado, dia 21 de maio, a turma da disciplina de Agrotóxicos na Saúde e Ambiente, do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí, realizou a visita em uma área de cultivo de araucária (Araucaria angustifolia), na localidade de Guabiroba Alta, Sananduva, norte do Estado.
O engenheiro agrônomo, professor doutor Roberto Carbonera, conduziu a aula prática sobre plantio, manejo e preservação de araucárias e mata nativa, onde as estudantes puderam observar de perto o ambiente de cultivo das plantas e a colheita do pinhão - sementes que possuem potencial gastronômico e oferecem uma alternativa de renda aos produtores rurais.
Na oportunidade, foram registrados elementos que compõem a paisagem desta formação vegetal, como líquens de diversas cores e formatos, aves como a curicaca, o carcará e o surucuá-variado e uma diversidade de samambaias e arbustos. Além destas, frutíferas nativas também foram apreciadas. Vivem associados aos pinheiros pés de guabiju, guabiroba - que deu origem ao nome do local, angicos, camboim, pitangueira, amora-preta, araticum, laranja, bergamota, dentre outros.
A araucária é uma árvore nativa do Sul do Brasil, que chega a alcançar 50 metros de altura. Ela produz o pinhão, semente saboreada pela população e que serve de base alimentar à fauna silvestre, como é o caso da gralha-azul, do papagaio-charão e dos saguis, comunidades ameaçadas pela degradação da mata de araucárias. A araucária é hoje listada como ameaçada de extinção no País. O fomento ao seu cultivo e conservação é parte da busca por um futuro mais sustentável a todos.
Universidade teve sua primeira cultivar de linhaça, desenvolvida em consórcio com a Cisbra, protegida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Professor Ivan Ricardo Carvalho, bolsista Leonardo Pradebon e a chefe do Eixo Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Agit, Fabiana Simon, em entrevista à Unijuí FM
A Unijuí, por meio do Programa de Melhoramento Genético, teve sua primeira cultivar de linhaça protegida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A proteção dos direitos intelectuais sobre a cultivar, desenvolvida em consórcio com a Cisbra Farinhas Integrais, se efetua mediante a concessão de um certificado de proteção de cultivar que, neste caso, demorou dois anos para se efetivar. Agora, ficam vedados a terceiros, durante o prazo de proteção, a produção com fins comerciais, o oferecimento à venda ou a comercialização de material.
“A Unijuí mais uma vez sai na frente como a primeira universidade comunitária a lançar uma cultivar no País. Esse trabalho foi desenvolvido pelo Programa de Melhoramento Genético, que utiliza de diferentes estratégias, métodos, para obter uma cultivar melhorada. É um trabalho demorado, que, somente neste caso, levou oito anos, para além do processo de pedido de proteção”, explicou o professor do curso de Agronomia e do mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, Ivan Ricardo Carvalho, que coordena a linha de pesquisa de Melhoramento Genético de Grãos.
O resultado, como destaca Ivan, é importante não só para a Unijuí, mas para a região, que possui mais de 10 mil hectares de linhaça semeados. “A linhaça gera produtos derivados, como o óleo de cozinha, e os grãos são utilizados como ferramenta nutracêutica para dietas alimentares e dietas regulatórias. Até então, nós não tínhamos um genótipo feito para as condições da região, disponível ao produtor”, explica Ivan, que já adianta que o objetivo, a partir de agora, é lançar uma cultivar a cada três anos. “Para isso é importante a relação com a empresa, porque ela pondera o recurso financeiro, nos posiciona de forma assertiva no mercado e trabalhamos em prol da comunidade”, completou.
Concluído o processo de proteção, cuja análise é baseada em ensaios de distinguibilidade, homogeneidade e estabilidade, agora inicia-se uma nova etapa, de venda da semente. “Agora nós pegamos a nossa patente e a envolvemos em ensaios de Valor de Cultivo e Uso - VCU, feitos em vários locais, em várias propriedades, para tirarmos informações quantitativas de produtividade, estabilidade e adaptabilidade. Depois, novamente, submetemos ao Ministério, que averba, e aí conseguimos fazer a venda da semente. O retorno econômico que teremos é o royalty que vai sustentar muitas atividades ao longo do tempo”.
Como lembra Ivan, a Unijuí não trabalha apenas com a linhaça. O portfólio é fechado pensando no sistema agrícola da região. Por meio do Programa, trabalha-se a aveia branca e a linhaça, que são culturas de inverno, e também a soja. No final deste ano deve ocorrer a parceria com uma empresa, que começou como startup no agro, para o lançamento da primeira cultivar de soja marrom, destinada ao público vegano. Além disso, no próximo ano, deve ser lançada uma cultivar de forrageira, por meio da linha de pesquisa de Melhoramento Genético de Plantas Forrageiras e Cobertura de Solo para Maior Sustentabilidade, coordenada pelo professor Emerson Pereira.
Engenheiro agrônomo formado pela Unijuí e agora estudante do mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, Leonardo Pradebon acompanha o trabalho do Programa de Melhoramento Genético como bolsista, e destacou o quão é importante ter o contato desde cedo, ainda na universidade, com o processo de desenvolvimento de uma cultivar.
Na Unijuí, quem vem auxiliando no registro é a Agência de Inovação Tecnológica (Agit). Segundo a chefe do Eixo Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Fabiana Simon, o setor já realizou outros registros de patentes, mas, de cultivar, é a primeira vez, o que proporciona nova experiência e desafios à equipe. “Temos uma grande expectativa de, nos próximos anos, termos não só novas cultivares, mas a entrega de novos produtos à comunidade”, disse.

A Coordenadoria de Gestão de Pessoas, em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí, promoveu nesta terça-feira, 19 de abril, uma formação para os colaboradores. Durante a tarde, no Centro de Eventos, foi discutido o tema “Qualidade de vida e nutrição: a revolução dos bioativos e as perspectivas de uso voltadas à saúde humana”.
Conforme destacou o gerente da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, José Luis Bressan, a parceria com o curso de mestrado começou no ano passado, com a participação de professores e técnicos-administrativos e de apoio em uma pesquisa, reforçando a importância dos estudos que vêm sendo realizados pelo programa para melhoria da qualidade de vida da população.
O coordenador do PPG em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, professor José Antonio Gonzalez da Silva, fez uma breve introdução ao evento, destacando que muito se fala em bioativos - compostos que ocorrem na natureza, mas que pouco se sabe sobre a gama de possibilidades que representa, especialmente para a saúde humana - algo que vem sendo trabalhado por professores e estudantes do curso.
“Hoje, não pensamos em pesquisa apenas para formar recursos humanos. Como programa de mestrado, queremos formar um profissional altamente qualificado, mas também vincular nossas pesquisas às indústrias, às empresas, com a possibilidade de transformar esses estudos em produtos, direcionados ao bem-estar das pessoas”, explicou o professor.
O tema, que vincula-se à nova pesquisa desenvolvida pelo programa e que novamente convida os colaboradores para participar, foi explanado pela professora do PPG, Christiane de Fatima Colet, e pelas mestrandas Paula Nunes e Julia Pess.

Uma nova parceria foi firmada nesta quinta-feira, 24 de março, entre a Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado (Fidene), mantenedora da Unijuí, e a Dubai Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios. O contrato firmado prevê a realização conjunta do projeto de pesquisa “Bioativos da aveia e erva-mate como elementos constitutivos de alimentos e de medicamentos no tratamento de síndrome metabólica: potencial de validação científica e desenvolvimento de produtos”.
Por meio do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí, será analisado o potencial de compostos bioativos no tratamento da síndrome metabólica - que corresponde a um conjunto de condições que aumentam o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes, e na redução do estresse oxidativo - estado que o nosso corpo fica quando os níveis de antioxidantes não são altos o suficiente para compensar os efeitos nocivos dos radicais livres.
Coordenador do Programa de Pós-Graduação, o professor José Antonio Gonzalez da Silva agradeceu o diretor da Dubai Alimentos, Dante Maurício Tissot, por ter acreditado no estudo, que conta com o envolvimento de professores e da mestranda em Sistemas Ambientais, Amanda Klidzio Polanczyk. Tissot, por sua vez, falou sobre a importância de aproximar os estudantes bolsistas da empresa, para que entendam os processos e para que possam propor iniciativas, agregando conhecimento.
Conforme destacou o vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor Fernando Jaime González, a interação entre estudantes e empresas amplia a possibilidade de estudo e a criação de novos produtos, para além do melhoramento de sistemas por meio da pesquisa, tornando a inovação um processo constante dentro dos empreendimentos.
“Esse estreitamento entre empresas e a Universidade, para os bolsistas, a fim de entender as demandas do mercado e pensar em outros processos, é muito importante para os nossos estudantes, especialmente dos programas de mestrado e doutorado”, reforçou a reitora, professora Cátia Maria Nehring.
Representando a Unijuí, estiveram no encontro a reitora, professora Cátia Maria Nehring; o vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, professor Fernando Jaime González; o coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, professor José Antonio Gonzalez da Silva; e a professora do curso de Farmácia e do PPG em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, Christiane Collet. Pela empresa, estiveram presentes o diretor Dante Mauricio Tissot e Marcos Antônio Trevizan.
Estação meteorológica
Dois estudantes do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí, receberam doações de empresas, em benefício de suas pesquisas. Parcerias que reforçam ainda mais um dos objetivos do Mestrado, participar promover o desenvolvimento regional, com tecnologias apropriadas aos sistemas produtivos locais e na solução de problemas de interesse socioambiental.
Eduarda Donadel Port, engenheira agrônoma formada pela Unijuí, pesquisa “Seleção de linhagens da soja resilientes a fatores climáticos”, com orientação do professor Ivan Ricardo Carvalho. Para o embasamento de sua dissertação, a mestranda recebeu da empresa Ferticel, uma tonelada de adubo organomineral, porém, parte da doação ainda será destinada a outros projetos.Também recebeu 10 cultivares utilizadas como testemunhas, da empresa Basf e, 10 cultivares convencionais da Gebana.
A estudante explica que o principal objetivo da pesquisa é encontrar populações com desempenho superior em produção, em relação às testemunhas, no que se refere ao estresse hídrico que ambas enfrentaram. “Por meio de doações e parcerias criadas, projetos conseguem sair do papel, trazendo benefícios para todos. Neste caso, principalmente à agricultura, uma vez que, buscamos sempre por novas tecnologias para fomentar o nosso meio, tendo em vista maior produtividade”, relata Eduarda.
Bruno Mihlbeier Bonfada, recém-formado em Agronomia pela Unijuí, pesquisa “Melhoria de variados sistemas de produção, através do uso de ferramentas voltadas à agricultura de precisão”, também com orientação do professor Ivan. A empresa AgexTec cedeu para utilização do mestrando, durante o período de pesquisa, uma estação meteorológica, que permite uma correta observação dos dados climáticos. A pesquisa está sendo realizada no município de São Borja, em uma área experimental de 35 hectares, com um sistema de irrigação por pivô central. A área experimental será dividida em quatro partes, com manejos diferentes.
O mestrando explica que sua pesquisa irá ajudar agricultores a realizarem o manejo de maneira correta. “Na parte específica da pesquisa que envolve a estação, vou verificar o quanto da precipitação irá realmente infiltrar no solo, quando é necessário realizar irrigação, além de dados referentes à temperatura, velocidade do vento e radiação”, destaca Bruno.
.jpeg)
Seleção de linhagens
.jpeg)
O Hospital Bom Pastor, em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade e o curso de Agronomia da Unijuí, está desenvolvendo o projeto ambiental Bosque Bom Pastor. A ideia é utilizar uma área disponível no pátio da instituição para o plantio de árvores das espécies frutíferas nativas e exóticas.
Em um primeiro momento, será realizado o preparo da área, e a partir do mês de agosto, quando não existir o risco de fortes geadas, será iniciado o plantio das espécies que vão integrar o bosque. Além da atividade terapêutica, os frutos do pomar também servirão para o consumo da unidade hospitalar.
O projeto contempla os sistemas ambientais, cuidado com o meio ambiente e a saúde mental, e visa desenvolver uma estratégia de socialização e recuperação de pessoas associada à equipe multidisciplinar, buscando ampliar a proposta de tratamento, cuidado e terapia, numa visão sistêmica e integral, relacionando o homem com a natureza. “Trata-se de uma nova atividade a ser inserida, com o intuito de conceber Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como possibilidades a serem realizadas com pacientes em tratamento, buscando transcender a simples tarefa terapêutica”, destaca o professor e coordenador do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, José Antonio Gonzalez.
A Unidade de Saúde Mental do Hospital Bom Pastor possui uma equipe multiprofissional que trabalha as diversas esferas da vida, e oferecer o contato com a natureza para os pacientes contribuirá no alívio do stress intrínseco ao ambiente hospitalar e à patologia. “O envolvimento e o cuidado com as árvores, o processo de poder colher as frutas do pomar, assim como a possibilidade de usufruir desse espaço junto à natureza vai agregar à área terapêutica já oferecida na Unidade de Saúde Mental do Hospital Bom Pastor”, afirma a coordenadora de Enfermagem, Luciane Mucelini.
A ideia é que os recursos para a criação e manutenção do bosque sejam captados através da ação “Invista no Bem”, da Sicredi das Cultuas RS/MG. Para o professor da Unijuí e vice-presidente do Hospital Bom Pastor, Ivo Ney Kuhn, o bosque traduz natureza, saúde, bem-estar, vida e esperança. “Penso que um bosque, no espaço que dispomos, pode fazer parte de um processo terapêutico aos usuários do sistema de saúde e do Bom Pastor. Agregar a esta proposta árvores nativas frutíferas, para que pássaros e pequenos animais se incorporem ao ambiente constituído, certamente oferecerá um diferencial, em sintonia com a nossa missão”.
A mestranda em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, Daiana de Quadros, desenvolve sua pesquisa acadêmica junto ao CAPS AD da instituição e acompanha as atividades terapêuticas, como a hortoterapia. “O projeto de criação de um bosque de árvores frutíferas tem um cunho ambiental, social e sobretudo de saúde, pois um dos objetivos é oportunizar aos internados um espaço de convivência onde possam realizar atividades terapêuticas em contato com o meio ambiente”.
Através desse projeto, a parceria entre Unijuí e Hospital Bom Pastor continuará se fortalecendo como acontece há muitos anos. Para o professor do curso de Agronomia da Unijuí, Osório Lucchese, esse trabalho integrado é essencial para a concretização desta iniciativa. “Nós possuímos um viveiro florestal que produz em torno de 70 espécies florestais nativas todos os anos. É um viveiro de alta diversidade e os diferentes projetos que desenvolvemos em todo o Rio Grande do Sul nos deu expertise nesses mais de 20 anos de trabalho para mostrar qual é a melhor forma de implantar sistemas com árvores, especialmente as nativas, que possuem sistemas um pouco mais complexos e uma dinâmica que chamamos de sucessional específica. Conseguimos um certo domínio desse conhecimento e isso é o diferencial da Universidade dentro do curso de Agronomia”.
O envolvimento e preocupação do Hospital Bom Pastor com o meio ambiente é algo que já ocorre há muitas décadas, como destaca o membro da diretoria, Jenoir Schiavo. “Desde que comecei a atuar como voluntário acompanhando a construção do hospital, lembro que nunca ficou esquecido o florestamento nos passeios públicos e internos e canteiros, sempre com auxílio de colaboradores do hospital, de engenheiros florestais e colegas voluntários. Hoje surge um novo desafio, que é o aproveitamento do espaço ainda livre do terreno. E a primeira ideia foi a implantação de um pomar com espécies da região que se adaptem à situação do local. O espaço será delimitado, reservando locais para outras instalações que o hospital possa vir a utilizar no futuro. Sempre estaremos preocupados com a questão da arborização, com a vida, saúde e bem-estar”.
.jpeg)

Encerram-se no dia 14 de fevereiro as inscrições para o Mestrado no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí. Interessados podem acessar o endereço unijui.edu.br/ppgsas.
Recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mestrado tem uma abordagem interdisciplinar e intrínseca à área de Ciências Ambientais, o que significa o desenvolvimento de ciência e inovação na resolução de grandes problemas socioambientais. O programa dedica-se à pesquisa com visão sistêmica e multidisciplinar. Busca analisar e compreender as relações entre sistemas naturais e produtivos, abordando as dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e produtivas, visando a geração de conhecimento.
Com 19 vagas ofertadas, o Mestrado possui duas linhas de pesquisa: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Qualidade Ambiental em Sistemas Produtivos.
O processo seletivo envolve análise do curriculum lattes, a ser realizada sem a presença do candidato, entrevista e discussão da intenção de pesquisa, que acontecerá entre os dias 17 e 18 de fevereiro. A divulgação do resultado acontece até o dia 23 de fevereiro.
Mais informações pelo telefone 55 3332-0417, pelo e-mail ppgsas@unijui.edu.br ou pela página unijui.edu.br/ppgsas, onde consta o edital completo.

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade está com inscrições abertas para o curso de Mestrado, para ingresso no primeiro semestre de 2022. Interessados podem acessar o endereço unijui.edu.br/ppgsas até o dia 14 de fevereiro.
Recomendado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mestrado tem uma abordagem interdisciplinar e intrínseca à área de Ciências Ambientais, o que significa o desenvolvimento de ciência e inovação na resolução de grandes problemas socioambientais. O programa dedica-se à pesquisa com visão sistêmica e multidisciplinar. Busca analisar e compreender as relações entre sistemas naturais e produtivos, abordando as dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e produtivas, visando a geração de conhecimento.
Com 19 vagas ofertadas, o Mestrado possui duas linhas de pesquisa: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Qualidade Ambiental em Sistemas Produtivos.
O processo seletivo envolve análise do curriculum lattes, a ser realizada sem a presença do candidato, entrevista e discussão da intenção de pesquisa, que acontecerá entre os dias 17 e 18 de fevereiro. A divulgação do resultado acontece até o dia 23 de fevereiro.
Mais informações pelo telefone 55 3332-0417, pelo e-mail ppgsas@unijui.edu.br ou pela página unijui.edu.br/ppgsas, onde consta o edital completo.

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí encerra no dia 6 de dezembro, segunda-feira, as inscrições para o curso de Mestrado, que conta com a oferta de 25 vagas. Interessados podem se inscrever em unijui.edu.br/ppgsas, mediante o preenchimento de formulário eletrônico e entrega dos documentos necessários.
O curso de Mestrado destina-se a profissionais graduados nas áreas de Ciências Ambientais, Agrárias, Biológicas, Saúde, Sociais, Química, Engenharias, Tecnológicas Aplicadas e/ou áreas correlatas.
Os candidatos, ao se inscrever, podem optar por uma das duas de linhas de pesquisa do programa: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que busca apreender o processo de desenvolvimento a partir do espaço natural e do histórico de ocupação e uso; e Qualidade Ambiental em Sistemas Produtivos, que visa o aprofundamento científico na construção de processos inovadores voltados à prevenção e solução de problemas socioambientais.
Inscritos passam por duas etapas no processo seletivo, sendo a primeira análise do curriculum vitae ou lattes, e a segunda entrevista e discussão da intenção de pesquisa.
A documentação necessária e outras informações podem ser obtidas junto à Secretaria do Programa, pelo telefone 55 3332-0417, pelo e-mail ppgsas@unijui.edu.br ou pela página unijui.edu.br/ppgsas, onde consta o edital completo.

No último dia do Salão do Conhecimento 2021, 29 de outubro, ocorreu o debate sobre a “Implementação local da Agenda 2030: desafios e perspectivas dos atores institucionais”, em conjunto com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade. O evento foi o último da programação do Salão do Conhecimento e teve transmissão pelo canal da Unijuí no YouTube, contando com a participação dos professores José Antonio Gonzalez da Silva, Carlos Alberto Cioce Sampaio, Roberta Giraldi Romano e Roberto Carbonera.
Inicialmente houve uma apresentação curricular dos professores presentes pelo professor José. Após, o professor Roberto realizou uma breve fala sobre a importância da temática debatida.
O professor doutor Carlos possui mestrado e doutorado em Planejamento e Gestão Organizacional para o Desenvolvimento Sustentável/UFSC, com estágio sanduíche em Economia Social/EHESS (França). Pós-doutorado em Ecossocioeconomia - UACH (Chile), Cooperativismo Empresarial - U.Mondragon (Espanha) e Ciências Ambientais - WSU (USA). Ele trouxe para debate o tema “Contribuições das ciências ambientais na Agenda 2030 da ONU”.
A fala expositiva iniciou-se com a apresentação do tema da palestra, que foi baseada no artigo “Avanços da Pós-Graduação na incorporação dos ODS em suas agendas”. O professor comentou sobre a importância de programas relacionados aos sistemas ambientais e sustentabilidade. “Programas no interior representam um papel estratégico e eu poderia dizer que, pelo fato de ser estratégico para região, também se trata de um programa de excelência”. Para introduzir o assunto principal, ele apresentou alguns pontos que foram abordados, como a relação entre Instituições de Ensino Superior e desenvolvimento, a área de ciências ambientais, impacto e inserção na sociedade e o objetivo, sendo esse a contribuição de Programas de Pós-Graduação em Ciências Ambientais na sociedade.
Como plano de fundo da apresentação, foi colocada uma ilustração com contribuições referentes ao seu livro “Impactos das Ciências Ambientais na Agenda 2030 da ONU”. O professor destacou a posição que a sociedade ocupa em relação aos Programas de Pós-Graduação, sendo ela a grande protagonista no impacto recebido. “Atualmente, o Sistema Nacional de Pós-Graduação tem sua ênfase na relevância dos processos que os programas ocasionam". Ainda, destacou que a relevância desses programas pode ser detectada pela sua eficiência, como também, pela sua eficácia. Sobre algumas características desses programas, ressaltou na eficiência os insumos, os talentos e os processos; na eficácia os talentos e os produtos; na efetividade o econômico, o social e o ambiental.
“Para que um programa seja relevante ele tem que apresentar eficiência nas suas entradas, eficácia nos seus resultados, mas para que tenha impacto na sociedade, ele tem que ter efetividade”, afirmou o professor. A professora doutora Roberta comentou sobre o assunto e encorajou outras áreas do conhecimento, além das Ciências Ambientais, a produzirem materiais de pesquisa, projetos e sistematizações e, por conseguinte, publicá-los para a disseminação desse conhecimento e contabilização de impactos.
Na sequência, o professor apresentou um quadro com um estudo que relaciona a Pós-Graduação com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS/ONU). Esse estudo correlaciona as teses e dissertações dos Programas de Pós-Graduação com os descritores dos 17 ODS/ONU. As conclusões apresentadas sobre o estudo demonstraram que os ODS mais correlacionados foram os 6 - Água Potável e Saneamento e o 4 - Educação de Qualidade. Ainda, houve uma predominância da dimensão ambiental, em conjunto com a temática social. Um ponto destacado foi a importância de se formar talentos humanos capacitados e gerar conhecimento que produza impacto na sociedade em prol do desenvolvimento.
Em seguida, após o término da fala expositiva, foram realizados alguns questionamentos sobre a temática, feitos pelos professores e pelo público conectado ao evento.
Por fim, houve o encerramento do Salão do Conhecimento 2021 com a fala do vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor doutor Fernando Jaime González, que destacou o processo de integração dos ODS na Unijuí, como também a importância do evento e a sua relevância para a Instituição. Ainda, fez um agradecimento a todos aqueles que tornaram possível a realização do Salão do Conhecimento 2021.
Por Krislaine Baiotto, acadêmica de Jornalismo da Unijuí
Confira o debate na íntegra:
Utilizamos cookies para garantir que será proporcionada a melhor experiência ao usuário enquanto visita o nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza a coleta destes dados e utilizá-los conforme descritos em nossa Política de Privacidade.