Pesquisadores da Unijuí e da Austrália publicam estudo discutindo a conexão entre o desenvolvimento do diabetes e do Alzheimer

           

O número de casos de diabetes e da doença de Alzheimer vem crescendo em todo o mundo. Considerando que o desenvolvimento de diabetes aumenta o risco de surgimento da doença de Alzheimer, enquanto que, os pacientes com Alzheimer podem apresentar desequilíbrio do controle da glicose devido ao aumento da resistência à insulina, pesquisadores da Unijuí e de diferentes Universidades da Austrália publicaram recentemente um artigo na revista International Journal of Molecular Sciences que visa abrir perspectivas de estudos moleculares e estratégias terapêuticas na área da saúde.

Os pesquisadores apontam que o Diabetes e o Alzheimer compartilham características patológicas semelhantes e mecanismos em comum. No diabetes, dentre os mecanismos conhecidos, inclui-se a deposição de peptídeos amiloidogênicos em ilhotas do pâncreas (isto é, polipeptídeo amilóide de ilhotas), enquanto que no cérebro há deposição de placas chamadas β-Amilóides. Em ambos os casos, os mecanismos de desenvolvimento das doenças envolvem o dobramento incorreto e agregação de proteínas.

Neste sentido, em estudo há 10 anos pelo Grupo de Pesquisa em Fisiologia (GPeF) da Unijuí, evidências apontam o papel das proteínas de choque térmico (HSPs) na moderação de diabetes, discutidas agora no contexto do Alzheimer. Estudos de mestrandos e professores do Mestrado em Atenção Integral à Saúde tem apontado que as HSPs desempenham um papel fundamental no equilíbrio de nossas células, fornecendo proteção durante estresses metabólicos agudos e crônicos, como contra a inflamação e radicais livres, por exemplo.

Os pesquisadores da Curtin University, da Austrália, (Joanne Rowles, Kevin Keane, Giuseppe Verdile e Philip Newsholme), da Torrens University da Austrália (Vinicius Cruzat) e da Unijuí (Thiago Heck), destacaram que a compreensão destes mecanismos moleculares em comum pode fornecer a base para novos medicamentos e estratégias terapêuticas não farmacológicas tanto para o diabetes, como para o Alzheimer. Nesse sentido, os estudos do curso de mestrado em Atenção Integral à Saúde em andamento tem investigado estratégias moduladoras dessas proteínas, como exercício físico, terapia térmica e suplementação com aminoácidos que podem servir como prevenção ou tratamento para essas doenças.

O estudo completo pode ser acessado em https://www.mdpi.com/1422-0067/21/21/8204/htm. O mestrado está com inscrições abertas para seu processo seletivo até o dia 18 novembro, no link https://www.unijui.edu.br/estude/mestrado-e-doutorado/atenco-integral-sade-850.


Compartilhe!