Mestrandos realizaram ação educativa a partir de tecnologia de informação e comunicação

                 

Os mestrandos em Atenção Integral à Saúde, Brenda da Silva, Lucianes Dutra, Leonardo Henrique da Silva e Renan Felipe Raisa desenvolveram ação educativa em uma Instituição de Ensino Médio, em Bozano. A ação integra a disciplina Educação em Saúde, do Mestrado em Atenção Integral a Saúde-PPGAIS, sob orientação das docentes Dra. Eniva Stumm e Dra. Janaina Coser.

O processo de educação sofre contínuas mudanças, especialmente pela introdução de novas mídias nos processos educativos, e essas mudanças ocorrem também no método tradicional de ensino, na forma de comunicação comunicacional docente e traz possibilidades de mediação multimidiática da informação. Neste sentido, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem ser um importante instrumento de auxílio no processo educativo. O referido método não substitui a prática docente, mas acrescenta habilidades e competências que habilitam o docente a efetivamente educar.

Entre estas tecnologias, os smartphones são parte importante da vida moderna, o que não torna surpreendente que a grande maioria dos estudantes tenha um smartphone e que aplicativos de mensagens instantâneas se tornam uma ferramenta popular de comunicação. A partir disto o uso de smartphones e mensagens instantâneas para impulsionar a comunicação e o aprendizado, o aplicativo WhatsApp® tem se tornado importante nesta transmissão de informações e pode ser uma ferramenta na educação em saúde. A partir disto, este trabalho objetivou avaliar o uso do WhatsApp® como uma TIC para educação em saúde.

Participaram do estudo 30 estudantes do Ensino Médio de uma Escola do Interior do Rio Grande do Sul. O trabalho consistiu em dois momentos, no primeiro foi realizada uma palestra informativa e o convite aos estudantes para participarem do trabalho, seguido da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A partir disto foi aplicado um questionário avaliativo, subdividido em três sessões 1) Questões gerais abordando hábitos alimentares e de estilo de vida, 2) Conhecimento sobre atividade física e 3) Conhecimento sobre consumo alimentar e alimentação saudável. A partir daí por um período de 10 dias foram enviadas aos estudantes, diariamente, informações e dicas de saúde e qualidade de vida. Após o período de envio de informações foi realizada uma gincana de saúde, em forma de competição. Os estudantes foram divididos em três grupos e responderam perguntas acerca das informações enviadas durante o período do estudo. Após foi encerrada a atividade com a aplicação do mesmo questionário. Os dados foram analisados com o auxílio do software estatístico IBM SPSS e estatística descritiva.

Participaram do estudo 30 estudantes, destes 16 eram meninas com média de idade de 16,5 ± 1 ano. Em geral os alunos demonstraram já na primeira avaliação um bom nível de conhecimento sobre hábitos de vida saudáveis e alimentação adequada.  Houve diferença estatística após o período de intervenção no tempo de sono que na primeira avaliação era ≥ 8 horas/dia em 45% dos indivíduos passando para 26,7% na segunda avaliação (p=0,002), além do consumo de salgadinhos e doces (balas, chicletes e bolacha recheada) que inicialmente foi de 36,7% ≥ 3 dias/semana, passando para 23,3% (p=0,035) e o consumo de alimentos ultraprocessados (salsicha, presunto, mortadela) que na primeira avaliação p consumo era de ≥ 3 dias/semana para 33.3% dos entrevistados que passou para 20% (p=0,038).

Os dados preliminares deste estudo demostram que o uso de uma TIC para educação em saúde pode ser uma forma importante de mudança de estilo de vida, especialmente no que diz respeito à mudança de hábitos alimentares.

               


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