Durante esta semana, o Departamento de Estudos Agrários da Unijuí (DEAg) promoveu o 3º Seminário Internacional sobre as Perspectivas do Ensino de Ciências Agrárias e Ambientais no Sul do Brasil. De segunda a quinta-feira, os estudantes dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária puderam conferir falas de 27 palestrantes de oito países diferentes, além de apresentarem trabalhos e pesquisas desenvolvidas nos cursos.
A programação do evento esteve voltada para a análise sobre a formação acadêmica diante dos problemas da agropecuária, dos problemas socioambientais, das demandas da sociedade e da consolidação da maturidade do perfil dos profissionais egressos dos cursos. Também marcou os 30 anos do curso de Agronomia e os 10 anos do curso de Medicina Veterinária da Unijuí, além da recente aprovação do Programa de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade. O objetivo foi promover uma reflexão sobre a formação nas áreas e traçar cenários futuros, tendo em vista a conjuntura nacional e internacional.
Segundo o professor Roberto Carbonera, coordenador da Comissão Organizadora Seminário, o evento foi desafiador ao Departamento. “Tivemos a participação de mais de 500 pessoas no evento. Agradeço aos apoiadores e patrocinadores que tornaram possível esta terceira edição. O evento ocorreu em um momento muito importante, marcando a história dos dois cursos e a aprovação do nosso Programa de Mestrado”, observa o professor.
No contexto do III Seminário Internacional sobre as Perspectivas do Ensino de Ciências Agrárias e Ambientais no Sul do Brasil, a Unijuí recebeu a Coordenadora da Área de Ciências Ambientais da CAPES, Dra. Jarcilene Silva de Almeida. Acompanhada do coordenador ajunto, prof. Jairo Lisandro Schmidt, Jarcilene esteve reunida com o corpo docente do recém aprovado Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí.
Em entrevista à Unijuí FM, Jarcilene comenta a palestra ministrada no seminário, e outros assuntos relacionados à Universidade, Ciências Ambientais e Sustentabilidade. Confira:
















No ano de 1986, a Unijuí, já como Universidade reconhecida no ano anterior, organizou o I Seminário Internacional sobre as Perspectivas do Ensino de Ciências Agrárias no Sul do Brasil. Este seminário se constituiu em um momento de reflexão extremamente importante para a elaboração do projeto do curso de Agronomia. Com a criação do curso, em 1988, foi incorporada como uma de suas principais características a formação de um profissional voltado para o desenvolvimento. Este seminário também consolidou a cooperação do Departamento de Estudos Agrários da Unijuí com o Instituto Nacional Agronômico de Paris-Grignon (INA-PG), com o apoio da Direção Geral do Ensino Rural do Ministério da Agricultura da França.
No ano de 2008 o curso de Agronomia completou 20 anos e marcou também o início do curso de Medicina Veterinária. Levando-se em consideração estes aspectos, promoveu-se o II Seminário Internacional sobre as Perspectivas do Ensino de Ciências Agrárias no Sul do Brasil. Para tanto, este seminário se propôs a reunir profissionais do Brasil e do exterior, particularmente da França, para refletir sobre o ensino e as perspectivas da área de Ciências Agrárias para o desenvolvimento sustentável da agropecuária, tendo obtido pleno êxito em sua realização.
Nesses anos, a Agronomia formou 48 turmas e um total de 674 Engenheiros Agrônomos, sendo 575 homens e 99 mulheres. O curso de Medicina Veterinária, por sua vez, graduou 181 Médicos Veterinários em 11 turmas, sendo 85 homens e 96 mulheres. Os egressos dos cursos, para além de atuarem na região, estão exercendo suas profissões em diversos estados brasileiros e, alguns, no exterior.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES aprovou o curso de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, projeto que foi apresentado pelo Departamento de Estudos Agrários da Unijuí.
De acordo com o professor José Antonio Gonzalez da Silva, o Programa tem o objetivo de analisar e compreender as relações entre os sistemas naturais e produtivos, abordar as dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e produtivas e gerar pesquisas que promovam soluções e minimizem os impactos negativos gerados pelo desenvolvimento.
“A região precisa desenvolver, mas, para isso, é preciso desenvolver critérios que levem em conta qualidade de vida e qualidade dos recursos naturais. Esse Mestrado vai permitir gerar conhecimento, inovação e, principalmente, parcerias nacionais e internacionais, além de agregar novos conhecimentos”, comenta.
O curso é interdisciplinar e envolve as graduações de Agronomia, Medicina Veterinária, Ciências Biológicas, Engenharia Química e demais engenharias. Segundo o professor José, o que se busca é a interação entre as áreas do conhecimento. “Buscamos formar pesquisadores que tenham uma visão sistêmica e multidisciplinar e a capacidade de compreender as inter-relações entre o ambiente, a sociedade, a tecnologia e, a partir disso, participar de forma crítica e reflexiva do processo de desenvolvimento regional, considerando os princípios da sustentabilidade”, salienta.
Em breve será publicado no Portal da Unijuí um edital para o processo seletivo para ingresso de estudantes no curso.
“Foi um grande evento com muitos elogios para essa região”, a fala é do professor coordenador da XXXVIII Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, José Gonzáles. O evento reuniu estudantes, da graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e empresários de toda região.
“Ficamos muito felizes com o envolvimento de pessoas ligadas as instituições de pesquisa que trabalham com inovação e tecnologia para aumentar, cada vez mais, o avanço da lavoura de aveia nos sistemas de produção”, destacou o professor.
O evento aconteceu durante três dias e teve o objetivo de abordar e discutir novas tecnologias, os avanços obtidos e as demandas que promovem o desenvolvimento e inserção da aveia nos sistemas de produção animal, vegetal e alimentação humana. Para encerrar o evento, a Comissão organizadora fez a entrega dos certificados para os melhores trabalhos expostos e apresentados durante o evento.
A Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia é integrada por instituições de ensino, pesquisa, extensão, assistência técnica, cooperativas, produtores, industrias e órgãos governamentais envolvidos com o desenvolvimento da cultura no Brasil.




















Utilizamos cookies para garantir que será proporcionada a melhor experiência ao usuário enquanto visita o nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza a coleta destes dados e utilizá-los conforme descritos em nossa Política de Privacidade.