Direitos Humanos

Inscrições abertas para o Mestrado em Direitos Humanos

O Programa de Pós-Graduação em Direito da Unijuí está com inscrições abertas para o Processo Seletivo de Ingresso no Curso de Mestrado em Direitos Humanos, turma de 2019. O público-alvo do programa são os profissionais formados em Direito e áreas afins. São oferecidas 20 vagas. O curso tem carga horária de 450 horas, com duração de 24 meses.

O processo seletivo consiste na realização de uma Prova Escrita, Análise do Curriculum Lattes, Análise do Projeto Preliminar de Dissertação e Entrevista.

As inscrições iniciam no dia 21 de setembro e podem ser feitas até 12 de novembro na página do Programa, no Portal da Unijuí.  Para confirmar a inscrição, o candidato deve entregar o projeto preliminar de dissertação; cópia autenticada do diploma de graduação ou do comprovante de conclusão do curso e do histórico escolar da graduação; curriculum vitae modelo Lattes CNPq, documentado e o comprovante de pagamento da taxa de inscrição.

O Curso de Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí é autorizado pela CAPES e recentemente subiu para o Conceito 4 na avaliação Quadrienal da CAPES. Outras informações podem ser obtidas na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Direito, pelo telefone 55 3332-0545 – Ramal Interno 3510, pelo e-mail ppgd@unijui.edu.br ou ainda no Portal da Unijuí.

 

 

 


Evento da Unijuí destaca Pluralidade e Diversidade em Direitos Humanos

             

A pluralidade consiste em abrir espaço para a diversidade e para a liberdade de pontos de vista e de expressão. Na semana de 27 a 30 de agosto, de segunda à quinta, o Centro de Eventos da Unijuí vai receber a comunidade acadêmica e interessados em discutir diversos temas relacionados aos direitos humanos nos turnos da manhã e tarde. Quase uma centena de pessoas já se inscreveu e ainda há tempo para se inscrever para participar das atividades comemorativas aos cinco anos da Semana do NEIDH – o Núcleo de Educação e Informação em Direitos Humanos da Unijuí até esta segunda-feira, dia 27.

Entre as atrações da Semana, você pode participar de Sessão de Cinema para discutir o filme chileno: “No”, dirigido por Pablo Larraín e estrelado por Gael García Bernal, com a coordenação do Prof. Maiquel Wermut e da Sessão de Direito e Literatura que enfoca o livro O conto da Aia, de Margareth Atwood, com a apreciação da professora de Literatura Rosana Barros e da professora do Direito Joice Nielsson.

 Ocorrem ainda três conferências durante o evento. Uma sobre Direitos Humanos e Democracia com o Prof.Dr. Gilmar Bedin,da Unijuí; outra  sobre o direito à moradia com a Defensora pública de Porto Alegre Isabel Rodrigues Wexel e uma terceira sobre a questão da mulher com a Profª Drª Rosângela Angelin, da URI.

Estão programadas também para o dia de encerramento do evento (quinta, dia 30) duas mesas de debates. A mesa da manhã aborda as redes sociais e o direito informacional, com participação das professoras Doutoras Nina Trícia Disconzi Rodrigues e Valéria Ribas do Nascimento (UFSM) e Vera Lucia Spacil Raddatz e Lara Nasi (UNIJUÍ). À tarde, o debate gira em torno da cultura indígena e direitos humanos e tem como convidadas a Profª. Lara Nasi (UNIJUI), coordenadora do Projeto de Jornalismo Multimídia Entre Nós; a indígena e Mestranda em Antropologia Social da UFPel, Laísa Sales Ribeiro e Estelamaris Dezordi, Mestre em Antropologia pela UFPel, com a mediação do Prof. Dr. Doglas Cesar Lucas (UNIJUÍ). Esse também é o tema gerador da exposição de fotografias, resultado do Projeto de Jornalismo da Unijuí, que será aberta segunda (27/08) pela manhã.

O Café & Conversa, uma programação que acontece mensalmente no NEIDH, também faz parte do evento, com a presença do Defensor Público André Castanho Girotto (DPE/RS/Ijuí) que vai falar sobre Sistema carcerário e Direitos Humanos, com a mediação do Prof. Dr. Maiquel Wermuth. Na parte cultural tem sessão musical diariamente às 16h e uma performance da acadêmica de jornalismo da Unijuí, Laís Dahmer, junto à geladeiroteca da parada de Ônibus do campus, a uma e meia da tarde de segunda, dia 27.

O Núcleo realiza durante o ano oficinas voltadas para os direitos humanos, sob demanda, em escolas da região. Na quarta-feira à tarde, uma turma de ensino médio da EFA vai participar da Oficina Gênero e Direitos Humanos, coordenada pelas professoras do Curso de Direito da Unijuí Joice Nielsson e Ester Heuser, na sala A/7 do campus, às 14h.

A coordenadora do evento Profª Drª Vera Raddatz afirma que a pluralidade e a diversidade de temas que serão abordados durante a Semana do Neidh refletem alguns dos principais enfoques que têm norteado as discussões do Núcleo nestes cinco anos de atividades. A professora salienta que o evento é aberto à participação da comunidade interessada no assunto. Basta se inscrever, inclusive segunda dia 27, no site https://www.unijui.edu.br/eventos/neidh-5-anos-informaco-para-a-cidadania-372. As inscrições custam dez reais e o certificado equivale a trinta horas.


Exposição sobre cultura indígena marca abertura da Semana do NEIDH na Unijuí

                  

O Núcleo de Educação e Informação em Direitos Humanos - NEIDH – do Programa de Pós Graduação em Direito – Curso de Mestrado em Direitos Humanos – abre segunda-feira,  dia 27 de agosto, a programação comemorativa aos seus cinco anos de atividades. Na ocasião, será aberta a exposição de fotografias Entre Nós - herança e presença da cultura indígena, às 9h30min no Centro de Eventos da Unijuí, com a curadoria das professoras Vera Raddatz e Lara Nasi e do mestrando Tiago Protti Spinato.

As fotos que constituem a exposição são do acervo do Projeto homônimo da Ênfase Multimídia II, do curso de jornalismo da Unijuí e representam algumas das vivências dos indígenas Kaingang e Guaraní da região noroeste do Rio Grande do Sul. A exposição conta com o apoio de Mauro Spinato Fotografias, que propiciou a impressão das fotos, que depois vão compor uma mostra itinerante na região. A linguagem fotográfica expressa pela abordagem do olho de quem está atrás da câmera uma face e uma representação da cultura indígena, a qual entra em debate na mesa de encerramento do evento no dia 30, quinta-feira, às 14h, no mesmo local.

Além da abertura da exposição, entre as atividades programadas para o dia da abertura ocorre a conferência “Direitos Humanos, cidadania e Democracia: Para onde caminha a humanidade?”, com o Prof. Gilmar Bedin, pela manhã.  À tarde o evento continua com a performance da acadêmica de jornalismo Laís Dahmer  junto à geladeiroteca  da rodoviária do campus, às 13h30min. Logo a seguir ocorre a conferência da Defensora Pública do Estado do RS, Isabel Rodrigues Wexel, às 14, que vai falar a respeito da Humanidade no direito à moradia. Isabel vai dialogar com a plateia sobre as suas experiências e vivências na Defensoria Itinerante que ela coordena em Porto Alegre.  Inscreva-se no Portal da Unijuí. O certificado corresponde a 30 horas de atividades.


Inscrições abertas para a Semana NEIDH 5 anos

Estão abertas as inscrições para a semana comemorativa aos cinco anos de atividades do Núcleo de Educação e Informação em Direitos Humanos  - NEIDH - do Programa de Pós Graduação em Direito (Mestrado em Direitos Humanos) da Unijuí.  O evento será realizado no Centro de Eventos do campus Ijuí, de 27 a 30 de agosto, nos turnos da manhã e tarde.

O tema do evento é "Informação para a cidadania", concentrando um conjunto de atividades como conferências, mesa-redonda, performance nas geladeirotecas, sessão de cinema, Café & Conversa, exposição fotográfica com participação da Ênfase Multimídia do curso de Jornalismo e Momento cultural.

Serão fornecidos atestados de 30 horas, mediante a inscrição na página do evento no Portal da Unijuí, onde também está disponível a programação completa.


Reitora discute Ensino Superior e Direitos Humanos no bate-papo Café e Conversa

                

Na tarde desta segunda-feira, 06 de agosto, o Núcleo de Educação e Informação em Direitos Humanos – NEIDH, que está integrado ao Programa de Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí, realizou mais uma edição do Café e Conversa. A convidada desta edição foi a Reitora da Unijuí, professora Cátia Maria Nehring, que abordou o tema “Educação no ensino superior na relação com os Direitos Humanos”.

Em um primeiro momento, a professora focou a fala em sua trajetória e atuação institucional. “Procurei marcar o papel da mulher como representante, a partir da minha atuação como Reitora e Vice-Reitora de Graduação na Unijuí. Depois, propus uma discussão sobre a docência e a pesquisa na educação no Ensino Superior”, relatou.

A Reitora da Unijuí também observou sobre a pertinência do tema na atualidade. “Considerando o espaço social que temos enquanto instituição formadora e que discute a temática dos Direitos Humanos e também que estamos implicados no contexto social de eleição, de políticas públicas, de aceitar o outro, é preciso que façamos essas discussões e provocações. A Universidade é um local para isso, de diálogo, respeito e debates. Vivemos em uma sociedade de muito antagonismo, com dificuldade de estabelecer diálogo”, complementou.

                     

Sobre o Núcleo

O Núcleo de Educação e Informação em Direitos Humanos – NEIDH – é adscrito ao Mestrado em Direitos Humanos, do Programa de Mestrado em Direito, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ. Caracteriza-se como um espaço de perspectiva tecnológica, cultural e pedagógica, tendo em vista o desenvolvimento de atividades de extensão, pesquisa e ensino voltadas para a temática dos direitos humanos. Sua proposta está centrada na Educação e Informação para os Direitos Humanos.

Coordenação geral: Profª Drª Vera Lucia Spacil Raddatz

Integrantes: Pesquisadores, professores e alunos do Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí e demais professores, alunos e funcionários da instituição. Colaboradores de outras instituições. Membros da sociedade civil interessados na temática dos Direitos Humanos.

Saiba mais visitando o site do Núcleo.


Primeiro mestre em Direito formado pela Unijuí conclui o doutorado

                  

No dia 26 de junho concluiu o curso de Doutorado o primeiro mestre em direito formado pela Unijuí, Giancarlo Montagner Copelli. O doutorado foi realizado na Unisinos e o tema tratado foi O Estado Social e Seus Desafios no Brasil. Esse fato, segundo o Coordenador do Curso de Mestrado em Direitos Humanos da UNIJUÍ, professor Gilmar Antonio Bedin, é uma sinalização importante sobre a consolidação do programa. "A defesa feita significa o encerramento do processo de implantação do programa". O professor Bedin compôs a banca de defesa da tese e ficou muito feliz com a obtenção do conceito máximo pelo doutorando.


DCJS e Mestrado em Direitos Humanos buscam fortalecer parcerias internacionais

                     

Os professores do DCJS e do Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí, Dr. Daniel Rubens Cenci, Dra. Anna Paula Bagetti Zeifert e o mestrando em Direitos Humanos Rodrigo Tonel, participaram do I Seminário Internacional de Cooperativismo Argentina-Brasil-Paraguay, da RED CIDIR – Cooperação Internacional, Desenvolvimento e Integração Regional (Rede Interuniversitária de pesquisa para o Desenvolvimento e Integração Regional), debatendo o tema do cooperativismo como ferramenta de inclusão e sustentabilidade.

Para além do evento, o objetivo foi fortalecer as relações com as instituições UNAM - Universidad Nacional de Misiones/AR, UNAE/PY - Universidade Autônoma de Encarnación e Universidade Gastón Dachary/AR, na articulação da http://www.redcidir.org construindo parcerias Missioneiras transfronteiriças. Professores e alunos das Universidades participantes da Rede de Pesquisa, também estarão presentes em eventos da Unijuí ao longo do ano de 2018. 

Sobre o tema

As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentável das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos membros. Frente a preocupação com o desenvolvimento interno, as cooperativas envolvem-se diretamente com a preservação de recursos naturais, com a educação da população, com a saúde, com a melhoria do padrão de vida, saneamento, moradia, entre outros, bem como, a responsabilidade socioambiental das sociedades cooperativas e grupos de economia solidária com a resolução dos problemas sociais e ambientais globais.


Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí abre inscrições para Aluno Especial

O Programa de Pós-Graduação em Direito – Curso de Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí, divulgou edital para admissão de Alunos Especiais para o segundo semestre de 2018. O edital com todas as informações está disponível na página do Programa no Portal da Unijuí.  

As inscrições poderão ser feitas até o dia 19 de julho na Secretaria do Mestrado em Direito, no Prédio Beta do Campus Ijuí, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17 horas, mediante entrega da documentação exigida para a inscrição.

A divulgação da lista dos candidatos será feita até o dia 23 de julho, no site do Programa. A matrícula dos estudantes selecionados será realizada no dia 26 de julho, na Secretaria Acadêmica, Prédio da Biblioteca Unijuí do Campus Ijuí, no horário de expediente (nos turnos manhã ou tarde).

A não efetivação da matrícula pelo candidato selecionado, no prazo indicado, implicará na perda da vaga. Outras informações na Secretaria do Programa de Mestrado em Direito, pelo fone 55-3332-0545 ou Ramal interno 3510, pelo e-mail ppgd@unijui.edu.br  e no site do Programa.


NEIDH Café & Conversa debate maio de 68 e seus reflexos 50 anos depois

                       

O NEIDH – Núcleo de Educação e Informação em Direitos Humanos do PPGD – Programa de Mestrado em Direito da Unijuí – Mestrado em Direitos Humanos, realizou quinta-feira, dia 24, mais uma edição do NEIDH Café e Conversa no Auditório do Mestrado. A conversa abordou o tema “Maio de 68: 50 anos depois”, pelo Professor Dr. Ivo Canabarro. e foi mediada pelo Professor Dr. Paulo Fensterseifer.

Integrando os Programas de Pós-Graduação em Educação nas Ciências e Direito da UNIJUÍ, o café propôs uma abordagem sobre os movimentos sociais de 1968 na França e seu reflexo no Brasil. O Professor Ivo iniciou a conversa apresentando o tema, explanando conceitos e fatos ocorridos durante a época.

Maio de 68: na França

Os movimentos iniciam em abril de 1968 com a Primavera de Praga, capital da  Tchecoslováquia. O movimento político contra o sistema socialista abriu espaço para as manifestações do mês de maio, ocorridas na França. Encabeçado por estudantes, os protestos aconteceram por conta da grande censura que a população vivia na época. “A principal característica desse momento histórico foram as manifestações culturais que aconteciam na Europa, os estudantes protagonizaram uma luta pelo feminismo, liberdade de expressão e uma reestruturação do sistema educacional francês”, explica Ivo.

Maio de 68: reflexo do movimento Europeu no Brasil

A repercussão da revolta estudantil e operária que acontecia na Europa resultou em vários movimentos mundiais. No Brasil o ano vivia um momento paradoxal comparando com a França. Ivo relata que “enquanto havia toda uma população europeia lutando pela liberdade, no Brasil seguíamos em uma ditadura militar, mas mesmo assim 1968 foi um ano emblemático para o país”.

Naquele ano, a morte de um estudante choca e comove boa parte dos brasileiros que lotam o velório de Edson Luís de Lima Souto, morto pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. A partir desse fato foi criado um grande movimento que foi chamado de “A Passeata dos Cem Mil”, ocorrida no dia 26 de junho contra a ditadura militar no Brasil. Apesar da grande repressão sofrida na época, as manifestações estudantis continuaram até 13 de dezembro, quando foi promulgado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), marcando o início dos anos de chumbo da Ditadura Militar brasileira.

                  

1968: o ano que não terminou

Ao fazer uma relação dos fatos ocorridos com a leitura do livro “1968: o ano que não acabou” de Zuenir Ventura, o Professor Ivo Canabarro discorre sobre a importância do movimento e seus reflexos que seguem mundialmente até os dias de hoje.

O Professor Paulo Fensterseifer, ao realizar a mediação da conversa, provocou o debate sobre a crítica à modernidade. “Temos muitas conquistas que procederam desse movimento e nos permitem ter uma relação mais crítica a partir desses elementos”. E complementou sua fala com a pergunta, instigando os presentes: “como fazer o mundo comum com os ganhos de 68?”

Para Ivo o maior legado deixado pelos movimentos de maio de 68 é de que a união torna-se cada vez mais importante para que haja uma força de grande impacto social. “1968 é um ano que não acabou pois seguimos acreditando em um país melhor e na liberdade”, finaliza.

                


Mestrado em Direitos Humanos realiza Aula Magna e Seminário sobre Norberto Bobbio

                  

O PPGD – Programa de Mestrado em Direito da Unijuí – Mestrado em Direitos Humanos – realizou quarta, 16/05, às 8h30min no Auditório 100 do Centro de Eventos da Unijuí, a sua Aula Magna, como forma de receber oficialmente os novos mestrandos do Programa. O Professor italiano-brasileiro Giuseppe Tosi, da Universidade Federal da Paraíba,  foi convidado para apresentar  e discutir a temática “Liberalismo, Democracia e Direitos Humanos”. 

Durante a sua fala, Tosi salientou a importância de discutir sobre direitos humanos hoje. “Refletir sobre isso é debater sobre os temas mais relevantes para a sociedade, discutir os problemas que ela está vivendo, e permite pensar uma sociedade mais justa, humana e solidária”, afirmou o professor. Disse ainda que a batalha ideológica é a mais importante e que precisamos encontrar categorias para decifrar os sinais dos tempos.

Especialista no pensamento do jurista italiano Norberto Bobbio, o Prof. Giuseppe Tosi publicou pela Editora Vozes, em 2016, o livro “10 Lições sobre Bobbio”, autor que norteou os fundamentos do Seminário realizado nesta quinta (17/05) no Auditório do Mestrado em Direitos Humanos, ocasião em que falou sobre Direito e Política: Dez Lições Sobre o Pensamento de Norberto Bobbio, reunindo alunos e professores do Mestrado.

Tosi dividiu a sua explanação em três momentos. No primeiro, explicou a democracia em Bobbio, depois refletiu sobre a importância dos direitos humanos e por fim sobre as “lições” de Bobbio para a democracia brasileira em tempos difíceis. Tosi explicou que quando se fala de democracia é preciso olhá-la no contexto amplo do Estado Democrático de Direito e que isso implica democracia e direitos, maioria e minoria, tensões e conflitos.

O professor observou que hoje há uma tendência ao populismo no mundo e que isso representa um perigo à estabilidade da democracia, na medida em que o populismo se constitui a partir de pessoas que querem apresentar soluções simples para problemas complexos, como por exemplo, a questão dramática da violência, espetacularizada pelos meios de comunicação.

Segundo Tosi, “as modernas sociedades são complexas demais e a democracia é a forma de governo ideal porque apresenta um sistema mais realista de conformação do poder e o conflito é essencial na democracia”.

Ao ser questionado sobre por que o pensamento  de Bobbio é importante para pensar sobre a democracia brasileira o Professor Tosi afirmou: “ Bobbio é famoso por ser um grande defensor da democracia em dois aspectos: o respeito formal das regras do jogo, mas também o respeito de um conjunto de valores democráticos que são fundamentalmente os direitos humanos. Não é a democracia sem soberania popular, sem participação do povo, mas também não é a democracia sem que exista os direitos humanos, tanto os direitos civis e políticos, como os direitos econômicos e sociais.  Essa é a grande lição que Bobbio deixa para o Brasil que nesse momento  de retrocessos políticos, sociais e econômicos precisa retomar o caminho do crescimento e da consolidação da sua democracia tão frágil e que está sendo ameaçada hoje”.