Direito

Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos exibirá dois curtas

Cena do filme "Sob a luz do entardecer"

O Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos realizará na próxima quarta-feira, dia 12 de maio, uma sessão de cinema com a exibição de dois curtas: “Sob a luz do entardecer” e “Contratempo”. Ambos os filmes dialogam com a temática da pandemia de covid-19 e podem ser conferidos a partir das 14h, via Google Meet. Inscrições podem ser realizadas neste link.

Dois convidados estarão presentes na sessão: o primeiro é o diretor do filme “Sob a luz do entardecer”, Lucas de Jesus, que já trabalhou com grandes nomes do cinema nacional, como Luiz Carlos “Bigode” Lacerda e Neville D’almeida. Lucas possui mais de 10 obras realizadas, entre curtas, documentários e séries já exibidas e debatidas em festivais nacionais e internacionais. Atualmente, dedica-se ao projeto “Cinemas Possíveis”, que investiga as diversas possibilidades de se fazer cinema.

A atriz do filme “Contratempo”, Marieli Goergen, também estará presente. Formada pelo Globe-SP em 2013, Marieli estreou em 2020 na autoficção e dramaturgia com solo "Aire", no espetáculo online Terminal Só, dirigido por Nelson Baskerville. Em 2020, começou a se dedicar à escrita, entrando no Núcleo de Dramaturgia Feminista dirigido por Maria Giulia Pinheiro, do qual saíram textos publicados no livro "Mentiras e outros pequenos furtos: um inventário da verdade" e a produção do podcast "Corte Perfeito". No audiovisual estudou cinema com Fernando Leal (2016 a 2017), Luciana Canton (2015) e análise de roteiro com Tomás Rezende (2020), entre outros. Atualmente, está em processo de pesquisa em autoficção com Marcelo Varzea.

A sessão será mediada pela professora doutora Janaína Machado Sturza, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos Humanos da Unijuí.

O Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, é coordenado pelo professor doutor Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth. A iniciativa conta com recursos oriundos do Edital do Concurso Cultural nº 04/2020 – Culturas Diversificadas, do Poder Executivo de Ijuí – Lei de Emergência Cultural.


Professoras e doutoranda conselheira do CNJ lançam livro

Na última sexta-feira, dia 23 de abril, as professoras Janaína Machado Sturza e Rosane Porto, juntamente com a estudante do doutorado em Direitos Humanos da Unijuí, Tânia Regina Silva Reckziegel – que também é conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizaram o lançamento do livro “Direitos humanos e políticas públicas: caminhos e descaminhos na busca pelos direitos fundamentais sociais”. O livro contou com o apoio do Conselho Nacional de Justiça – CNJ.

A obra coletiva, integrada por textos de diversos pesquisadores – professores, mestrandos e doutorandos da Unijuí e de outras instituições, tem como objetivo apresentar diferentes abordagens acerca das diversas questões que permeiam a contemporaneidade jurídica e social, no que diz respeito aos direitos humanos e às políticas públicas, buscando tecer discussões a respeito do atual debate pela busca pelos direitos fundamentais sociais.

A atividade aconteceu por videoconferência e contou com a participação do doutor Marcus Livio Gomes, secretário na Secretaria Especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ; do professor doutor Maiquel Dezordi Wermuth, coordenador do PPG em Direitos Humanos da Unijuí, e do professor doutor João Pedro Schmidt, prefaciador do livro.

Os coautores da obra e seus convidados também participaram da atividade e, ao final, estabeleceu-se um diálogo sobre a temática do livro. Para os interessados, o livro encontra-se disponível gratuitamente neste endereço.


Ausência do pai e idealização da mãe: “Minha Fortaleza” foi exibido em sessão online

O filme “Minha Fortaleza, os Filhos de Fulano” foi exibido em sessão online na tarde da última quarta-feira, dia 14 de abril, no âmbito do Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos, vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) – Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos da Unijuí. A atividade, realizada pela plataforma digital Google Meet, contou com recursos oriundos do Edital de Concurso Cultural nº 04/2020 – “Culturas Diversificadas” – do Poder Executivo de Ijuí – Lei de Emergência Cultural.

A obra cinematográfica, filmada em Vila Flávia, São Mateus, Zona Leste de São Paulo, narra a história de três famílias marcadas pela ausência de pai e com a figura materna solitária, situada no centro do enredo como santa guerreira devido ao abandono, à restrição de liberdade ou à morte do homem. São retratados os casos de Nego, que tatuou no peito uma fotografia de Dona Edith; de Fernando, que tatuou nas costas uma imagem da Virgem Maria em homenagem à mãe; e de Barão, que cumpre pena há oito anos e amarga a dor de fazer sofrer Dona Fatima.

A película nacional evidencia a realidade das comunidades brasileiras frente às várias dificuldades no atendimento às condições básicas de sobrevivência. Nesse sentido, a violação de direitos humanos é elemento-chave nas cenas, notadamente em virtude da violência, tanto social como institucional. A desigualdade, o encarceramento e o racismo são fatores trazidos, direta ou indiretamente, no filme. Os papéis de gênero, no entanto, sobressaltam aos olhos dos telespectadores e foram discutidos na atividade promovida nesta semana junto ao PPGD da Unijuí.

Com mediação da professora Joice Graciele Nielsson, o evento contou com mais de 100 inscritos. A diretora da obra documental, Tatiana Lohmann, participou da atividade e conversou com os ouvintes. Para ela, a periferia brasileira e, no caso, paulistana, evidencia a centralização da mulher, na sua condição materna, como se heroína fosse nas situações em que se constitui como a matriarca da família sem o auxílio da figura masculina. A partir disso, a diretora interessou-se em trazer a referida realidade às telas do cinema, cujo resultado foi a produção de “Minha Fortaleza, os Filhos de Fulano”.

A película, que transmite a idealização das chamadas mães solo, oportuniza inúmeras reflexões sobre as relações sociais e institucionais. Para a professora Joice Graciele Nielsson, o filme exibe a sobrecarga atribuída às mulheres e, especificamente, às mães, com ênfase às tarefas relacionadas ao cuidado. À ausência do pai, depositando, assim, na figura feminina o compromisso e a responsabilidade com o cuidado do filho, adiciona-se a culpabilização da mãe se o filho se inserir na criminalidade. Os históricos papéis de gênero encontram-se, nesse sentido, salientes na obra cinematográfica.

O filme foi destaque no Festival do Rio em 2019, teve a sua estreia internacional no American Black Film Festival (ABFF) em 2020 e entrou em cartaz no Cine Petra Belas Artes em 25 de fevereiro de 2021. Nesta semana, a película foi exibida a professores e estudantes vinculados à Unijuí e outras instituições de ensino, tanto de Educação Básica quanto de Educação Superior, localizadas no Brasil e, inclusive, no exterior por meio do Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos, coordenado pelo professor Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth.


Inscrições abertas para o I Seminário: Políticas Públicas de Acesso à Justiça e Direitos Humanos em Tempos de Covid-19

Estão abertas as inscrições para o I Seminário: Políticas Públicas de Acesso à Justiça e Direitos Humanos em Tempos de Covid-19, promovido pelo Grupo de Pesquisa Biopolítica e Direitos Humanos, vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto em Direitos Humanos da Unijuí, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). O evento acontecerá nos dias 19 e 20 de maio, no turno da tarde, de forma online.

Para a quarta-feira, dia 19, estão previstas três conferências com transmissão pelo canal do Programa de Pós-Graduação em Direito no Youtube, com os seguintes temas: A saúde do trabalhador em tempos de pandemia, às 14h; A atuação do CNJ nas políticas públicas de gênero e enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil, às 16h; e A mediação de conflitos e as novas tecnologias, às 17h30. Já no dia 20, acontecem as apresentações dos trabalhos inscritos no evento, em salas do Google Meet.

É possível se inscrever no endereço www.unijui.edu.br/eventos como participante, sem submissão de trabalhos, ou como participante com submissão de trabalhos. A taxa é de R$ 10,00 para ambas as categorias.

As inscrições de trabalhos vão até o dia 30 de abril. É possível inscrever artigos em três Grupos de Trabalhos (GTs): Políticas Públicas de Acesso à Justiça e Direitos Humanos; Biopolítica, Direitos Humanos e Gênero ou Biopolítica, Saúde e Direitos Humanos. Nesse link estão as informações para submissão de trabalhos.


Webinar discute conexões entre política, direitos humanos e sexualidade

Na última semana, entre quinta (25) e sexta-feira (26), foi realizado o webinar internacional “Política, Direitos Humanos e Sexualidade”, promovido pelos Programas de Pós-Graduação em Direito da Unijuí e também da Unisinos.

Transmitido pelo canal da Unijuí no Youtube, o evento contou, no primeiro dia, com a participação do professor doutor Daniel Borrillo, da Universidade de Paris. A palestra teve como debatedores os professores doutores Roger Raupp Rios, da Unisinos, e Joice Graciele Nielson, da Unijuí.

Já na sexta-feira, palestrou a professora doutora Maria Esther Quinteiro, da Universidade de Salamanca, na Espanha. A discussão teve como debatedores os professores doutores André Leonardo Copetti Santos e Doglas Cesar Lucas, da Unijuí, e a professora doutora Marcia Claudia Dal’Igna, da Unisinos.

A atividade, aberta à comunidade externa, foi também a aula inaugural do primeiro semestre dos cursos de Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos da Unijuí.

Conforme apontam os organizadores do webinar, o debate qualificado permitiu demonstrar as conexões sempre presentes entre política, direitos humanos e as conquistas emancipatórias das lutas de gênero e das minorias sexuais. Neste sentido, reforçam a importância de que tais abordagens sejam discutidas e repensadas sobre outras perspectivas, a fim de que seja possível desenvolver reflexões críticas, com potencial de transformar o mundo em que vivemos.

A qualidade e a intensidade da democracia, destacam os professores, estão diretamente relacionadas à sua capacidade de reconhecer e proteger as minorias e suas diferentes formas emancipação e liberdade que habitam o corpo de cada um.

O debate, na íntegra, pode ser acessado abaixo:

Dia 25 de março:

Dia 26 de março:


Mestrado em Direitos Humanos abre inscrições para estudante eventual

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito – Curso de Mestrado em Direitos Humanos da Unijuí está com inscrições abertas para admissão de Estudante Eventual, para o primeiro semestre de 2021. O edital com todas as informações está disponível no site do Programa, neste link, na aba Processo Seletivo e Matrícula. 

As inscrições estão abertas até o dia 15 de abril, mediante o envio por e-mail do formulário de inscrição e da documentação exigida, no endereço eletrônico da Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Direito: ppgd@unijui.edu.br.  

A lista dos candidatos selecionados será disponibilizada até o dia 17 de abril, na página do programa. A matrícula dos candidatos selecionados será realizada online, ainda no mês de abril, em data a ser informada. 

Mais informações na Secretaria do Programa, pelos telefones 3332-0545 ou 3332-0200 - Ramal 3510, pelo e-mail ppgd@unijui.edu.br  e site do Programa.

 


Debate sobre Política, Direitos Humanos e Sexualidade acontece em Webinar Internacional

Na quinta e sexta-feira, acontece o Webinar Internacional “Política, Direitos Humanos e Sexualidade”, promovido pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos Humanos da Unijuí, em parceria com os cursos de Mestrado e Doutorado em Direito da Unisinos. O evento inicia às 19h, em ambos os dias, e será transmitido pelo canal da Unijuí no Youtube.

No dia 25 de março, o evento contará com a presença de Roger Raupp Rios (Unisinos e Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - Enfam); Daniel Borrillo (Universidade de Paris) e Joice Graciele Nielson (Unijuí).

Já no dia 26 de março, os debates serão realizados por Doglas César Lucas (Unijuí); Maria Esther Quinteiro (Universidade de Salamanca); André Leonardo Copetti dos Santos (Unijuí) e Maria Cláudia Dal’lgna (Unisinos).

Este é o link para participar do Webinar na quinta-feira, e este o link para sexta-feira.


Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos realiza sessão inaugural

Na quarta-feira, dia 17 de março, o Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Unijuí, coordenado pelo professor doutor Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth, realizou a sua sessão inaugural. A mostra, neste primeiro semestre de 2021, contará com a exibição de filmes de diferentes temáticas e formatos, e foi contemplada com recursos oriundos do Edital de Concurso Cultural nº 04/2020 - “Culturas Diversificadas”, do Poder Executivo de Ijuí – Lei de Emergência Cultural.

Na sessão inaugural, que contou com aproximadamente 80 pessoas, de diferentes municípios, estados e países, foi exibido o curta-metragem "Inabitável" (2020), dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho. O filme já foi exibido em 18 festivais no segundo semestre de 2020, incluindo o 48º Festival Gramado – onde conquistou os troféus de Melhor Filme pelo Júri da Crítica, Roteiro, Atriz e Prêmio Canal Brasil de Curtas.

"Inabitável" foi o curta-metragem brasileiro mais premiado do ano de 2020, e segue recebendo prêmios importantes no ano de 2021.O filme questiona: quais são as possibilidades de mundo para corpos cujas existências são questionadas? Na história, acompanha-se a trajetória de uma mãe, Marilene, em busca da filha, Roberta. Nesta procura, para além dos caminhos já demarcados para estas mulheres, na esperança de um lugar habitável para elas e tantas outras, somos levados a refletir sobre as possibilidades de um mundo por vir.

O curta é protagonizado pela atriz baiana Luciana Souza ("Bacurau", "Ó Paí Ó", "Flores Raras"), que além de Gramado, foi premiada no Festival Mix Brasil e que esteve presente na sessão para dialogar com o público, ao lado do diretor pernambucano Matheus Farias.

Professores e funcionários das escolas municipais de Ijuí também acompanharam a sessão.

Para acompanhar as atividades do projeto no Facebook acesse facebook.com/cinemadh. No Instagram, as atividades podem ser acessadas em @cinema.unijui.


Atriz do filme “Bacurau” participa de sessão do Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos

Ocorre, nesta semana, a sessão inaugural de 2021 do Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos: A linguagem cinematográfica na formação da cidadania, contemplado com recursos oriundos do Edital de Concurso Cultural nº 04/2020 - “Culturas Diversificadas”, do Poder Executivo de Ijuí – Lei de Emergência Cultural.

A sessão inaugural do filme acontecerá online, no dia 17 de março, às 14h, em link a ser informado aos inscritos. Nesta sessão, será exibido o curta-metragem "Inabitável", dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho. Exibido em 18 festivais no segundo semestre de 2020, incluindo o 48º Festival de Gramado – onde conquistou os troféus de Melhor Filme pelo Júri da Crítica, Roteiro, Atriz e Prêmio Canal Brasil de Curtas, – "Inabitável" foi o curta-metragem brasileiro mais premiado do ano, com 10 prêmios.

O curta pernambucano é protagonizado pela atriz baiana Luciana Souza ("Bacurau", "Ó Paí Ó", "Flores Raras"), que além de Gramado, foi premiada no Festival Mix Brasil e estará presente na sessão para dialogar com o público.

Nascida em Salvador, na Bahia, Luciana é atriz de teatro, cinema e TV. Participou de vários grupos com destaque para o Bando de Teatro Olodum, onde foi integrante/fundadora. Teve projeção no cenário nacional com o espetáculo “Ó Paí, Ó", 1994-2020, adaptado para filme, em 2007, e seriados de TV, em 2008/9. Recebeu prêmios de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado e no Festival Mix Brasil de Cultura e Diversidade (São Paulo), em 2020, pelo filme “Inabitável”. Integra o elenco do filme mais premiado de 2020 - Bacurau - indicado para concorrer ao Oscar de 2021. É licenciada em Filosofia pela Universidade Católica de Salvador, é dançarina profissional e licenciada em Dança pela Universidade Federal da Bahia. Integra a Direção Artística da EnCompanhia de Interesse Popular (grupo de arte e cultura popular) e a Mostra Criativa Salvador de Arte, Educação e Cultura Negra. É pesquisadora do CPEDR - Centro de Pesquisa em Educação e Desenvolvimento Regional - Uneb e integrante da Frente Marginal de Arte Negra.

A sessão também contará com a participação da equipe de direção do curta e será mediada pelo coordenador do projeto, professor doutor Maiquel A. Dezordi Wermuth.

Interessados em acompanhar a atividade deverão realizar a inscrição prévia por meio deste formulário.

Sobre o projeto

Com a ideia de fomentar a cultura por meio do cinema no município de Ijuí, o projeto, neste ano, devido às condições pandêmicas, será novamente realizado nos meios virtuais, por meio de sessões online com convidados e a participação do público. As sessões de cinema, por serem em território digital, poderão ser acessadas por toda comunidade. Em um momento como o atual, em que a nossa cidade está obrigatoriamente sem muitos de seus espaços de lazer, o Cinema e Direitos Humanos pode aliar lazer com informação, oferecendo para a comunidade a possibilidade de refletir sobre temas importantes ao mesmo tempo em que pode se divertir assistindo documentários e filmes em um espaço de segurança (online).

O Projeto de Extensão Cinema e Direitos Humanos encontra-se vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito – Mestrado e Doutorado – da Unijuí e tem sessões de filmes organizadas acerca do tema da área de concentração do PPGD desde 2015. O principal objetivo do projeto é transpor as barreiras da academia, ao propor que as discussões sobre o tema dos Direitos Humanos cheguem até a comunidade externa à Universidade, por meio da linguagem cinematográfica. Considera-se que esta linguagem se constitui como um dos métodos capazes de abordar questões que, muitas vezes, restringem-se à comunidade acadêmica tão somente.

O projeto alicerça-se na ideia de que a linguagem cinematográfica, por meio da exibição de uma cinematografia de enfrentamento - cuja dimensão estética e política, assim como sua forma e conteúdo, escapam à massificação das salas de cinema comerciais -, pode representar um mecanismo hábil para suscitar, por meio da metodologia da roda de conversa mediada por professores, mestrandos e doutorandos em Direitos Humanos, um debate voltado à educação de e para os Direitos Humanos, fortalecendo uma cultura cidadã dentro e fora do espaço formal da academia.

Desse modo, acredita-se que através deste Projeto de Extensão seja possível sensibilizar a comunidade do Município sobre temáticas que nem sempre se aproximam do grande público por diversos fatores, como questões econômicas e sociais, por exemplo. As películas são escolhidas de acordo com o público-alvo, sua faixa etária, bem como com a temática necessária a ser tratada (democracia, trabalho, educação, política, gênero, saúde pública, etc). A metodologia do projeto contempla as seguintes etapas: exposição de informações da obra a ser debatida – como a sinopse, direção, ano de produção, entre outros dados que a equipe julgue importante para a compreensão do filme; apresentação dos mediador(es) – docentes e discentes vinculados ao PPGD da Universidade; exibição da película; construção da roda de conversa que permita uma relação de horizontalidade entre todos os envolvidos na sessão.

Considerando-se a complexidade do nexo da educação formal com a cultural na contemporaneidade, o cinema aparece como um recurso que dribla as fronteiras da formalidade existente entre a relação de educandos e educadores. Ainda, suscita através do discurso e da linguagem cinematográfica, questões do cotidiano que permeiam direitos humanos e fundamentais.


Professora da Unijuí dialoga com mais de duas mil mulheres rurais do Estado

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Joice Graciele Nielsson, professora-pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Direito - Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos da Unijuí, participou, como painelista, do Encontro Estadual de Mulheres, que reuniu, virtualmente, por meio do YouTube, mais de duas mil pessoas de todo o Estado. Promovido pela Emater/RS-Ascar, em parceria com o Projeto de Extensão Diálogos: tecendo vidas sem violência de gênero, o evento foi mediado pela extensionista responsável pela Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) a Mulheres Rurais e Juventude Rural, Clarice Emmel Bock, e abordou o tema "Os desafios e as alegrias de ser mulher: tecendo caminhos de (r)existência".

Durante a apresentação, que teve como público especialmente mulheres rurais, atendidas pela Emater, a professora abordou os principais desafios das mulheres na atualidade, como a importância de manter cuidados com a saúde física e mental, dividindo as tarefas para evitar a sobrecarga de trabalho. Outra temática apresentada foi a violência contra a mulher. “Nenhuma mulher gosta de apanhar, mas devemos lembrar que nenhuma mulher está sozinha, pois há serviços de atendimento em casos de violência e as amigas, que não devem desistir de ajudar”, avalia Joice, ao aconselhar "meta a colher".

No mesmo sentido, segundo a professora, fortalecer vínculos e (re)aprender a dialogar também são desafios que se apresentam, e devem nos conduzir a julgar menos e apoiar mais, "inclusive a nós mesmas”. "Não podemos enxergar outras mulheres como se estivéssemos competindo, mas lado a lado, para construirmos uma vida com mais alegrias e menos dificuldades.” E finalizou desafiando as mulheres a se olharem no espelho e se elogiarem, percebendo o quão especiais são. "Que a gente possa estender mais as mãos para nós mesmas, nos cobrar menos e perdoar mais. Nos olhar com mais amor e menos exigências", concluiu.

O encontro e a fala da professora estão disponíveis no YouTube, neste link. 

O Projeto Diálogos: tecendo vidas sem violência de gênero, vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da Unijuí, tem como escopo difundir o conhecimento acerca dos Direitos Humanos e dos Estudos em Gênero para além dos muros da academia até a comunidade, promovendo a justiça de gênero, a educação para a igualdade, o enfrentamento à violência e a assistência, proteção e empoderamento de mulheres, e tem desenvolvido diversas atividades tanto na região quando no Estado, em parceria com instituições públicas e privadas.