Durante a programação do Seminário Temático do Programa de Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde, o Centro de Eventos da Unijuí foi sede da palestra “Desafios de Ser um Pesquisador no Brasil”, com o médico coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia Clínica (CACON), do Hospital de Caridade de Ijuí, Fábio André Franke. Presidente da Aliança Pesquisa Clínica Brasil e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Franke trouxe para a Universidade a importância do debate sobre os desafios da pesquisa no Brasil.
Fábio falou sobre a realidade brasileira, em que 94% dos atendimentos ocorrem por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, destacou a relação entre a produção de medicamentos de iniciativa privada e universidades, observando que parcerias e investimentos em tecnologia são uma das pautas mais urgentes a serem estruturadas. “Capacitar indivíduos e instituições para um melhor atendimento aos pacientes, em um país importador de tecnologias, reverter o quadro de mortalidade do câncer e solução para o alto custo de medicamentos”, acrescenta.
“Divisor de Águas: frente a uma crise, o que você faz? Você se apequena, você foge, ou você enfrenta e tenta crescer?” questionou o palestrante ao comentar sobre o ensaio clínico sobre Imunoterapia associada a pós Radioterapia para Câncer de Próstata. Sobre os desafios, ele comentou a relação dos transportes, infraestrutura, qualificação de equipe, espaço físico adequado, profissionais assistenciais capacitados, apoio das instituições, entre outros fatores.
Sobre o Centro de Pesquisa Clínica, o médico contou que o número de 170 estudos de pesquisa publicados caracteriza a região de Ijuí como o centro de maior número de pesquisas no Brasil em oncologia. “Atualmente vários outros centros do país visitam o HCI para compreender o modelo de protocolo trabalhado através de Capacitação da Sociedade Brasileira de Oncologia”.
“A motivação para continuar é poder retribuir para o país tudo isso que a pesquisa trouxe de bom para mim. Que vários outros centros de pesquisa possam ser formados e possamos transformar o Brasil em um celeiro de pesquisa e descobertas de coisas novas para a potencial melhora na vida das pessoas”. Esta foi a mensagem deixada por Fábio.



Laís Dahmer, estudante de Jornalismo da Unijuí
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção Integral à Saúde é um projeto interinstitucional com característica interdisciplinar, em associação ampla entre a Universidade de Cruz Alta (Unicruz) e a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). O Programa dedica-se à pesquisa e à produção de conhecimento no campo da saúde, com ênfase em duas linhas: Processos saúde-doença-cuidado e Processos químicos e biológicos em saúde.
O Programa está com edital de seleção aberto para a turma 2020 do Mestrado. As inscrições podem ser feitas até 11 de novembro de 2019. Para se inscrever é necessário acessar a página do programa em ppgais@unijui.edu.br.
Nos dias 26 e 27 de setembro de 2019, a docente do corpo permanente do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu Mestrado em Atenção Integral à Saúde, Dra. Adriane Kolankiewicz, participou do Seminário Internacional de Pesquisa de Métodos Mistos, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. A docente apresentou um trabalho que é fruto da dissertação da mestre Daiane Fernanda Brigo e teve a co-orientação da professora Dra. Elisiane Lorenzini. Trata-se de um estudo com métodos mistos e utilizou os princípios do diálogo deliberativo como estratégia de translação do conhecimento, que, integrado nas pesquisas em saúde, pode gerar dados valiosos e aumentar a aplicabilidade das evidências científicas na prática. O trabalho foi avaliado de forma escrita, de maneira cega e no momento da apresentação oral foi avaliado por pesquisadores referências no método. O trabalho obteve o Prêmio Melhor Trabalho - 20 Lugar.
Para a professora, o evento contribuiu muito, pois oportunizou assistir e fazer debates com palestrantes internacionais e nacionais que utilizam o método, bem como fortalecer parcerias de pesquisa. Destaca que o método é pouco usado no Brasil. "A utilização de métodos mistos é uma tendência crescente na pesquisa em saúde como uma alternativa para a investigação de fenômenos complexos relacionados ao cuidado e à saúde humana. Para tanto, no Seminário foi possível aprofundar as discussões acerca da utilização do método, bem como divulgar trabalhos que estão sendo desenvolvidos utilizando os métodos mistos como abordagem metodológica", salienta.
A Coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção Integral à Saúde, uma associação entre a Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ e a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, torna público que estarão abertas as inscrições para o provimento de vagas para alunos especiais no Curso de Mestrado em Atenção Integral à Saúde, 2º semestre de 2019 (Bloco IV).
A inscrição deve ser encaminhada pelo e-mail ppgais@unijui.edu.br até o dia 09 de outubro de 2019, através de preenchimento do formulário em anexo. A matrícula deve ser feita de forma presencial na Secretária Acadêmica da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - Rua do Comércio, 3000 - Bairro Universitário - Ijuí – RS, entre os dias 07 a 09 de outubro de 2019, das 8h às 11h e das 13:30h às 17h.
Edital completo em www.unijui.edu.br/ppgais
Serão ofertadas 22 vagas. As inscrições podem ser realizadas de 02 de setembro a 11 de novembro de 2019
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção Integral à Saúde publicou edital de seleção para a turma 2020 do Mestrado. As inscrições têm início no dia 02 de setembro. Para se inscrever é necessário acessar a página do programa, preencher as informações e entregar os seguintes documentos na Secretaria do Mestrado:
a) Requerimento de Inscrição (disponível na página do programa); b) Uma fotografia 3x4; c) Intenção de projeto de pesquisa, d) Cópia do Diploma universitário ou atestado de conclusão de curso de graduação ou de provável formando; e) Cópia do Histórico Escolar da Graduação; f) Currículo modelo Lattes/CNPq, acompanhado de documentação comprobatória; g) Recibo de pagamento da taxa de inscrição.
A prova de seleção será realizada dia 30 de novembro de 2019 e as entrevista com os candidatos nos dias 04 e 05 de dezembro de 2019.
O edital completo, juntamente com o Material de Apoio para a Prova, está disponível na página do Programa, no Portal da Unijuí.
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção Integral à Saúde é um projeto interinstitucional com característica interdisciplinar, em associação ampla entre a Universidade de Cruz Alta (Unicruz) e a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). O Programa dedica-se à pesquisa e à produção de conhecimento no campo da saúde, com ênfase em duas linhas: Processos saúde-doença-cuidado e Processos químicos e biológicos em saúde.
Mais informações pelo e-mail ppgais@unijui.edu.br ou pelo telefone (55) 3332.0522.

O coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Unijuí, professor Ivan Ricardo Carvalho, participou, na última semana, do painel “O Ecossistema de Inovação da Região Noroeste e Missões”, que ocorreu na Arena de Conteúdos do Agro, na Expointer, em Esteio.
Durante a participação, o professor ministrou uma palestra sobre o tema “Programa de Melhoramento Genético Unijuí: a construção de cultivares para um agro sustentável”, onde abordou como funciona o Programa de Melhoramento Genético, o que é feito, o que é pensado em melhoramento e os produtos que são desenvolvidos no programa.
“Nosso projeto é de longa duração e engloba pesquisadores de Ensino Médio, até pós-doutorandos. Já publicamos mais de 600 artigos e capitalizamos muitos recursos seja internos ou externos de agências de fomento e também de iniciativa privada”, destaca o docente, que ressalta que o programa é um difusor de tecnologias.
Segundo o professor pesquisador, em sua fala no painel, o Programa está dentro da região Noroeste, que é uma região próspera. “Logo seremos o maior difusor de genética dentro das universidades comunitárias, e disponibilizando as ferramentas para as empresas e comunidade da agropecuária em geral”, comenta o professor.

O egresso do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS), Tiago Muller, criou, junto à Incubadora de Empresas de Inovação Tecnológica (Criatec), uma empresa voltada à conservação de abelhas nativas: a Meliponize, que atua com a valorização, conservação e desenvolvimento da criação racional de abelhas nativas sem ferrão, aproximando conhecimento, sustentabilidade empreendedorismo.
Entre as atividades estão a implantação e estruturação de meliponários, multiplicação e manejo de colônias, produção de caixas e equipamentos, comercialização de enxames e produtos da colmeia, além de cursos, capacitações e ações de educação ambiental.
Para Tiago, a proposta vai além da criação de abelhas. “A busca por contribuir para a conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento sustentável, conectando produtores, instituições de ensino, empresas e comunidades em torno da valorização das abelhas nativas”, destaca.
As abelhas sem ferrão, conhecidas como meliponíneos, são importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Além de produzirem mel, pólen e própolis, desempenham papel fundamental na polinização de plantas nativas e cultivadas, contribuindo para a biodiversidade, a regeneração das florestas e a produção de alimentos. A diversidade de espécies existentes no Brasil, muitas adaptadas às características de diferentes regiões, também faz da meliponicultura uma importante ferramenta de conservação da fauna nativa e de educação ambiental.
A trajetória de Tiago representa a conexão entre formação acadêmica, sustentabilidade e empreendedorismo, e evidencia que o conhecimento desenvolvido na Universidade pode gerar novas iniciativas e impacto positivo na sociedade. A incubação na Criatec contribui para o desenvolvimento e estruturação da empresa, fortalecendo sua inserção no ecossistema de inovação.

O projeto Estratégias Tecnológicas para Construção da Transição Agroecológica em Sistemas Agroalimentares da Agricultura Familiar do Estado do Rio Grande do Sul (SAFs) teve um importante avanço na última semana, a partir da visitação do coordenador-geral, professor Osório Antônio Lucchese, aos municípios onde serão implantadas as Unidades Comunitárias de Produção de Bioinsumos.
As visitas aconteceram nos municípios de Campina das Missões, Liberato Salzano e Agudo, e tiveram o objetivo de apresentar o funcionamento das Unidades Comunitárias de Produção de Bioinsumos, esclarecer dúvidas, alinhar as responsabilidades de cada instituição e definir os próximos encaminhamentos para a implantação das unidades.Os encontros reuniram representantes das instituições parceiras de cada município e como principal encaminhamento, ficou definida a elaboração dos planos de trabalho específicos de cada município.
Os municípios-sede terão papel estratégico no desenvolvimento do projeto, atuando como espaços de construção coletiva do conhecimento e de difusão de tecnologias voltadas à transição agroecológica. As Unidades Comunitárias de Produção de Bioinsumos serão geridas em parceria com organizações locais, fortalecendo a autonomia da agricultura familiar e ampliando o acesso à produção comunitária de bioinsumos.
A primeira agenda ocorreu em Campina das Missões, na Casa Familiar Rural, instituição de Ensino Médio que atua com a Pedagogia da Alternância e desenvolve seu trabalho voltado à formação de jovens do meio rural. Participaram da reunião a diretora da escola, Mariéle Ropke; o auxiliar de manutenção, Laerte Rodrigues Coelho; o engenheiro agrônomo extensionista da Emater, Antonio J. Jung; e o professor Ademir R. do Amaral.
Em Liberato Salzano, a reunião foi realizada com representantes da Coopsalzano e da Emater. A cooperativa reúne agricultores familiares do município e atua no fortalecimento da citricultura regional, tendo a laranja como principal cultura produzida pelos associados. Participaram do encontro o presidente Coopsalzano, Leandro Rubini; vice-presidente da Coopsalzano, Vinícius Dal Santo; secretário Valmir Pedro Ferrarini; os extensionistas Rurais Social da Emater, Flavio Vogt, Lia Helena Rocha, Valdinei Bazeggio; a bióloga Gilvete Freitas; e a homeopata Luciene Terezinha Duzi.
A programação foi concluída em Agudo, em reunião realizada na Emater, com a participação de representantes da Escola Família Agrícola Centro (EFA Centro), instituição que oferece Ensino Médio integrado ao curso técnico em Agricultura por meio da Pedagogia da Alternância e está sediada no Seminário Franciscano de Agudo. Estiveram presentes o presidente da EFA Edenir Edir Schmengler; o tesoureiro Lisandro Ragagnin Montagner; o auxiliar Cleber Brum Vesner; e da Emater Cláudia Bernardini e Luana Fernandes Tironi.
Ao todo, o projeto prevê a implantação de quatro Unidades Comunitárias de Produção de Bioinsumos. Além das unidades que serão instaladas em Campina das Missões, Liberato Salzano e Agudo, uma quarta unidade será sediada em Ijuí, fortalecendo a integração entre Universidade, extensão rural e agricultura familiar.
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No último mês, nos dias 25, 26, 28 e 29 de maio, foi realizado o curso “Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Sustentabilidade”, vinculado ao Projeto Anísio: Formação de Pesquisa para o Ensino Médio, e desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí, junto a estudantes do Instituto Municipal Assis Brasil (IMEAB).
A proposta foi aproximar estudantes do 3º ano do Curso Técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio às práticas e metodologias da pesquisa científica, promovendo reflexões sobre sustentabilidade, produção de alimentos, preservação ambiental, conservação dos solos e segurança alimentar. O curso foi desenvolvido com duas turmas e ministrado por professores, mestrandos (bolsistas da CAPES e do projeto FINEP) e bolsistas do Projeto Anísio/CAPES, por meio de palestras, diálogos e atividades práticas.
No primeiro momento, os estudantes participaram da apresentação do projeto, da equipe responsável e de discussões sobre a importância da pesquisa científica, além de palestras relacionadas aos desafios ambientais e à segurança alimentar. Na etapa de imersão universitária, os participantes conheceram a estrutura da Universidade, os laboratórios de pesquisa, incluindo os Laboratórios de Análise de Solos e Sementes, a área experimental no Campus de Ijuí, o Centro de Saúde Animal e os laboratórios de Biologia e de Engenharia Química, possibilitando o contato direto com práticas científicas, tecnologias aplicadas ao meio rural e experiências ligadas à sustentabilidade.
O curso buscou ampliar o interesse dos estudantes pela ciência e pela pesquisa, fortalecendo a compreensão sobre a relação entre produção agropecuária, meio ambiente, saúde, preservação da biodiversidade e qualidade de vida, incentivando práticas sustentáveis e a formação crítica dos futuros profissionais da área de agropecuária.
Ao final do curso, os estudantes apresentaram feedbacks sobre as atividades desenvolvidas, destacando a relevância dos temas abordados e a importância das discussões promovidas ao longo dos encontros. Os participantes relataram que as palestras e atividades práticas contribuíram para ampliar seus conhecimentos, além de estimular o interesse pela pesquisa científica e a vontade de ingressar em um curso superior na Unijuí, destacando a qualidade dos laboratórios e tecnologias presentes na Universidade.
O curso foi organizado pelos professores Roberto Carbonera (coordenador), do curso de Agronomia e PPGSAS; Leonir Terezinha Uhde da Agronomia; Fernanda da Cunha Pereira, eng. química e docente no PPGSAS; Juliana Maria Fachinetto, do curso de Ciências Biológicas e PPGSAS; e José Antônio Gonzalez, da Agronomia e PPGSAS, com a participação ativa dos bolsistas Luís Fernando Noronha, PPGSAS; Patrícia Feiten Pinto, PPGEC; Rafael Schneider Costa, PPGSAS; Rafaela Bellé, PPGSAS; Camila Vieira Boucheid, Gastronomia; Flávia Caroline Mokan Noster, Agronomia; e Maria Eduarda Padilha Steidl, Agronomia. Pelo Instituto Municipal Assis Brasil, participaram as professoras Marilan Michael, Luciane Viana, Fabiana Boff Grenzel e o professor Tales Hemann.

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de vagas remanescentes do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí. O curso de mestrado acadêmico disponibiliza até 10 vagas para ingresso no segundo semestre de 2026. Os interessados têm até o dia 24 de julho de 2026 para garantir a inscrição.
Com uma abordagem interdisciplinar focada na resolução de problemas socioambientais, o programa possui duas linhas de pesquisa: Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, focada em investigar as ações humanas sobre os sistemas naturais e produtivos, com base no manejo e conservação, propondo diretrizes para o desenvolvimento sustentável e Qualidade Ambiental em Sistemas Produtivos, voltada ao aprofundamento científico na construção de processos inovadores e geração de conhecimento para o desenvolvimento de tecnologias que assegurem a qualidade ambiental.
O mestrado tem como público-alvo profissionais graduados nas áreas de Ciências Ambientais, Agrárias, Biológicas, da Saúde, Sociais, Química e Tecnológicas Aplicadas, além de outras áreas correlatas. O processo seletivo dos candidatos é composto por duas etapas: análise do currículo e entrevista com a banca examinadora para discussão da intenção de pesquisa.
As inscrições devem ser realizadas de forma online no site da Unijuí. Para esclarecer dúvidas ou buscar mais informações, os candidatos podem contatar o email ppgsas@unijui.edu.br ou o telefone (55) 3332-0420. Podem também entrar em contato pelo número do WhatsApp (55) 3332-0456.
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A Unijuí esteve presente no seminário “Transição para Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis: qual o mapa do caminho?, promovido na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Bagé, no final do mês de abril. O evento reuniu mais de 120 participantes, entre pesquisadores, professores, estudantes e representantes de organizações ligadas à produção e ao desenvolvimento rural.
Participaram, pela Unijuí, um total de 20 pessoas entre docentes e estudantes dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) e em Desenvolvimento Regional (PPGDR), e professores e acadêmicos do curso de Agronomia.
Além disso, os professores Osório Lucchese, Roberto Carbonera e José Antônio Gonzalez participaram ativamente da programação. O professor Osório representou a Unijuí na abertura do evento, enquanto que os professores Roberto e José atuaram como moderadores e sistematizadores de dois painéis ao decorrer do seminário. Os professores também integraram o grupo representantes da Rede Leite, reforçando a articulação com diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor agroalimentar.
A participação da Universidade esteve vinculada ao projeto SAFUNIJUÍ, financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Finep, que busca contribuir para o fortalecimento de sistemas agroalimentares sustentáveis a partir da pesquisa, inovação e integração com os territórios.
O evento teve como foco central a reflexão sobre o modelo atual de produção e consumo de alimentos e seus impactos nas dimensões ambiental, social, econômica e de saúde. A proposta foi promover o debate sobre caminhos possíveis para a transição a sistemas agroalimentares mais sustentáveis..
A programação do evento foi composta por palestras e painéis que promoveram o debate sobre os desafios e caminhos para a transição dos sistemas agroalimentares. Os participantes acompanharam discussões sobre a necessidade de construção de políticas públicas e mecanismos de governança, além da importância da agricultura familiar, da agroecologia e das tecnologias emergentes no contexto da produção de alimentos.
Também foram debatidas as bases técnicas e os modelos de produção voltados à sustentabilidade, com destaque para práticas que envolvem a conservação do solo, da biodiversidade e dos recursos naturais, bem como a valorização dos agricultores e dos territórios como elementos centrais nesse processo.
A participação da Unijuí reforça o papel da Universidade na produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento regional sustentável. Professores da instituição também estiveram envolvidos na organização e condução de atividades do evento, contribuindo diretamente para as discussões e para a construção das propostas apresentadas.
“A presença de estudantes e pesquisadores evidencia a importância da formação acadêmica articulada com desafios reais da sociedade, promovendo a construção de soluções inovadoras no campo dos sistemas agroalimentares”, destaca o professor Osório Lucchese. A partir do encontro, a expectativa é de fortalecimento das parcerias institucionais e do desenvolvimento de novas ações e projetos que contribuam para a transição a sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e alinhados às demandas sociais e ambientais.
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No dia 28 de março, o Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS) da Unijuí, por meio da disciplina de Fundamentos de Ciências Ambientais, marcou o início do semestre letivo com a palestra do professor doutor Carlos Alberto Cioce Sampaio. Com destacada produção acadêmica em defesa do meio ambiente, o convidado é uma figura central na consolidação das Ciências Ambientais no Brasil, sendo um dos fundadores e atual coordenador da Área de Ciências Ambientais da CAPES.
A partir do tema “Educação para o desenvolvimento sustentável: da emancipação à ecoformação”, o professor Sampaio apresentou elementos técnicos e destacou a necessidade de redefinir a relação com o planeta e com o próprio conhecimento, promovendo uma reflexão sobre o papel da educação diante da emergência climática.
Com base em dados das Nações Unidas, evidenciou o “paradoxo” de que países com melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e maior escolaridade são, estatisticamente, os que mais poluem e consomem recursos naturais. “Quanto mais estudo, maior a chance de gerar renda e, consequentemente, maior a emissão de dióxido de carbono no planeta. Onde estamos errando?”, questionou. Para o professor, a educação falha ao reforçar o Antropoceno — era em que o ser humano se coloca no centro absoluto do mundo, tratando a natureza como “recurso”, e não como um bem sagrado ou um plano de vida compartilhado.
O professor também enfatizou a importância do saber popular, utilizando como exemplo a Terra Preta da Amazônia, uma tecnologia milenar desenvolvida por povos originários, que antecede a ciência laboratorial. Para ele, isso evidencia que a ciência deve, inevitavelmente, dialogar com a ancestralidade.
O conceito de Eco-Sócio-Econômico, apresentado pelo professor Sampaio, propõe que os sistemas econômicos, sociais e ecológicos busquem o desenvolvimento sustentável em vez do crescimento infinito. Defende ainda que a economia de mercado é apenas uma das formas possíveis de organização da vida, e não a única. Nesse sentido, instigou os alunos a buscarem uma educação afetiva — uma educação que se importa com as pessoas para além do ambiente universitário — incentivando-os a expandir seus horizontes para além de seus campos de estudo. Ressaltou a importância de uma formação que liberte o indivíduo de uma visão fragmentada do conhecimento e que incorpore a variável ecológica como parte essencial da equação do desenvolvimento, e não apenas do lucro.
Por fim, destacou que o sucesso de um mestre ou doutor não se mede pelo título, mas pelo impacto de sua ciência na vida das pessoas fora dos muros da universidade.
A aula foi encerrada com reflexões de colegas e alunos, como a professora aposentada Sandra Fernandes, que ressaltou o quão oportuno e enriquecedor foi o encontro, e do professor Roberto Carbonera, coordenador do evento, que destacou a urgência de transformar essas reflexões em ações práticas no território, especialmente após os eventos climáticos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul.
Texto elaborado pela Mestranda do PPGSAS, Maria da Graça Brizola Mayer
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