
A 4ª edição da Cátedra Doutoral Internacional da Rede de Cooperação Interuniversitária para o Desenvolvimento e a Integração Regional (Red Cidir) teve início nos dias 3 e 4 de julho, em formato on-line, reunindo pesquisadores e estudantes de diferentes países para debater três temas centrais: geopolítica, universidade e América Latina.
Organizada por seis programas de doutorado do Brasil, da Argentina e do Paraguai, com a copromoção de 14 programas de pós-graduação, a Cátedra é destinada ao desenvolvimento de pesquisas e à elaboração de um artigo científico em colaboração entre pesquisadores de diferentes universidades e países.
Na abertura do evento, no dia 3, o coordenador-geral da Cátedra, professor Pedro Luís Büttenbender, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da cooperação internacional. "Vivemos um momento singular, em que a formação de alianças e redes de cooperação assume uma importância ainda maior para a construção e a consolidação de políticas públicas, programas e ações que promovam o desenvolvimento econômico, social, ambiental e institucional", afirmou.
Representando o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional (PPGDR), o coordenador Argemiro Brum deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a relevância da quarta edição da Cátedra. "Em nome do PPGDR, é uma honra e uma alegria participar dessa construção conjunta com colegas de outras instituições. Desejo a todos um excelente trabalho e um ótimo aproveitamento das discussões realizadas ao longo destes dois finais de semana", destacou.
O reitor da Unijuí, professor Dieter Rugard Siedenberg enfatizou a importância da cooperação internacional promovida pelo evento. "É uma honra participar de um evento com um tema tão relevante para todos nós. A tecnologia nos permite compartilhar experiências e competências entre os países participantes e entre os diversos programas de mestrado e doutorado. Compartilhar problemas e soluções nos aproxima e fortalece nossa atuação conjunta", ressaltou.
A programação terá continuidade nos dias 10 e 11 de julho. Na sequência, os participantes darão início às pesquisas e à elaboração de um artigo científico em grupos internacionais.

A história do Dia Internacional do Cooperativismo acompanha a própria evolução do movimento cooperativista mundial, sendo celebrado anualmente no primeiro sábado do mês de julho. Nesta trajetória histórica, alguns marcos merecem destaque, conforme aponta o professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Unijuí, Nelson Thesing.
Em 1844, ocorreu a fundação da Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, na Inglaterra, considerada o marco do cooperativismo moderno. Em 1895, foi criada a Aliança Cooperativa Internacional (ICA) em Londres, para representar e integrar as cooperativas em nível mundial. Em 1923, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) institui oficialmente o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado no primeiro sábado de julho. Já em 1995, por ocasião do no centenário da ICA, a Organização das Nações Unidas passou a reconhecer oficialmente a data, reforçando a relevância das cooperativas para a promoção da inclusão, da democracia e do desenvolvimento sustentável.
Em 2025, o tema do Dia Internacional do Cooperativismo foi "Cooperativas constroem um mundo melhor", reafirmando a contribuição histórica do cooperativismo para a promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental. Para este ano, o movimento cooperativista mundial definiu como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, em resposta ao cenário contemporâneo marcado por conflitos armados, tensões geopolíticas, fragmentação social, aprofundamento das desigualdades, insegurança econômica e desafios decorrentes das mudanças climáticas.
“Neste contexto, o cooperativismo é chamado a reafirmar sua essência e seus princípios fundamentais, promovendo soluções coletivas, inclusivas e sustentáveis, capazes de fortalecer a coesão social, gerar confiança e ampliar a resiliência das comunidades. A concepção de paz defendida pelo cooperativismo ultrapassa a simples ausência de guerras ou conflitos armados, compreendendo a construção de uma sociedade fundamentada na dignidade humana, na justiça social, na participação democrática, na solidariedade, na cooperação e no desenvolvimento sustentável. Trata-se, portanto, de reconhecer o cooperativismo como uma estratégia social, econômica e institucional capaz de contribuir para a construção de sociedades mais justas, inclusivas, democráticas e comprometidas com a promoção de uma paz duradoura”, explicou o professor.
Dessa forma, pode-se afirmar, segundo Thesing, que, mais do que um slogan, o tema do Dia Internacional das Cooperativas de 2026 representa um posicionamento estratégico do movimento cooperativista em âmbito global, ao reconhecer o cooperativismo como uma importante estratégia para a promoção da coesão social, do desenvolvimento econômico equilibrado e da construção de sociedades mais justas e solidárias. Ao abordar a construção de um "mundo pacífico", o cooperativismo amplia o conceito tradicional de paz, incorporando dimensões relacionadas à justiça social, à inclusão econômica, à participação democrática e ao fortalecimento das instituições
Nessa perspectiva, as cooperativas assumem o papel de verdadeiras "construtoras de pontes", promovendo o diálogo, a cooperação e a busca por soluções orientadas pelo interesse coletivo e pelo bem comum. Trata-se de uma forma de organização social e econômica fundamentada nos valores da solidariedade, da participação e da responsabilidade compartilhada, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à redução das desigualdades, ao fortalecimento das instituições democráticas e à construção de sociedades mais justas, inclusivas e sustentáveis.
Por fim, mais do que celebrar uma data comemorativa, o Dia Internacional das Cooperativas constitui um convite à renovação permanente do compromisso com a cooperação como princípio orientador da vida em sociedade, reafirmando o cooperativismo como um caminho viável e necessário para a construção de um futuro democrático, solidário, sustentável.
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Terá início, nesta sexta-feira, 3 de julho, a 4ª edição da Cátedra Doutoral Internacional da Rede de Cooperação Interuniversitária para o Desenvolvimento e a Integração Regional (Red Cidir). Neste ano, a Cátedra será realizada exclusivamente on-line e terá como foco três temas principais: geopolítica, universidade e América Latina.
As atividades iniciam às 16h e também ocorrem no sábado, dia 4, a partir das 8h, e nos dias 10 e 11 de julho, nos mesmos horários. A Cátedra Doutoral Internacional é organizada por seis Programas de Doutorado do Brasil, Argentina e Paraguai, e tem a co-promoção de 14 Programas de Pós-graduação. Ela consiste em 30 horas de instrução, incluindo quatro aulas de quatro horas e 16 horas de pesquisa externa e desenvolvimento de um artigo acadêmico em colaboração com colegas de outras universidades e/ou países.
O evento tem como público-alvo professores, doutores, doutorandos, mestres e mestrandos, e busca oportunizar uma formação de nível internacional, com certificação internacional e acreditação em cada um dos países promotores.
Para o Coordenador Geral da Cátedra, professor Pedro Luís Büttenbender, a iniciativa consolida uma prática de integração, cooperação e internacionalização de Universidades, através de programas de pós-graduação (doutorados), no âmbito da Rede Cidir. “Enquanto iniciativa transfronteiriça que abarca nove países, 30 Universidades e mais de 300 participantes, conferindo qualidade e acreditação, desenha um ambiente inovador de educação, pesquisa, ciência e tecnologia direcionados a identidade e o desenvolvimento sustentável e o bem viver”.
Toda a Cátedra está aberta a sociedade e pode ser assistida e acompanhada através canal “Desenvolvimento Regional Unijuí” pelo youtube.com/c/DesenvolvimentoRegionalUNIJUI, para mais informações, entre em contato pelo e-mail catedra@unijui.edu.br.

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Unijuí esteve presente no XIII Seminário Nacional de Avaliação do Ensino e Pesquisa em Estudos Urbanos e Regionais (SEPEPUR), realizado entre os dias 27 e 29 de maio, em Porto Alegre. O evento ocorreu conjuntamente com o I Encontro Latino-Americano de Planejamento Urbano e Regional (ELAPUR) e o VII Encontro das Revistas Científicas de Planejamento Urbano e Regional (ERCIPUR), reunindo pesquisadores, docentes, estudantes e gestores acadêmicos de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.
Promovidos pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR), os encontros constituem importantes espaços de reflexão sobre os rumos da pós-graduação, da pesquisa científica e da produção de conhecimento voltada ao planejamento urbano, ao desenvolvimento regional e à formulação de políticas públicas.
Ao longo dos três dias de programação, os participantes acompanharam debates relacionados à avaliação da pós-graduação brasileira, internacionalização, ensino, pesquisa, extensão, inclusão, acesso e permanência estudantil, além de temas emergentes ligados às transformações econômicas, sociais, ambientais e tecnológicas que impactam os territórios e desafiam as instituições de ensino superior.
O evento também marcou a realização da primeira edição do ELAPUR, iniciativa criada para ampliar o diálogo entre pesquisadores e instituições latino-americanas, fortalecendo a cooperação acadêmica e a construção de agendas comuns de pesquisa sobre os desafios urbanos e regionais do continente. Paralelamente, o ERCIPUR promoveu discussões sobre os desafios atuais da editoração científica, os processos de avaliação dos periódicos acadêmicos e os impactos das novas tecnologias na produção e disseminação do conhecimento.
A participação da Unijuí reforça a inserção nacional e internacional do PPGDR, programa que há mais de duas décadas contribui para a produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento regional e à construção de soluções para os desafios enfrentados pelos territórios. A presença no evento possibilitou o acompanhamento das discussões mais recentes sobre o cenário da pós-graduação brasileira e latino-americana, bem como a ampliação do intercâmbio de experiências com pesquisadores e instituições de referência na área.
De acordo com o coordenador do PPGDR, professor Dr. Argemiro Luís Brum, a participação da Unijuí em eventos dessa natureza é estratégica para o fortalecimento do Programa e para a qualificação permanente de suas atividades acadêmicas. "Estar presente em espaços como o SEPEPUR, o ELAPUR e o ERCIPUR permite ao PPGDR acompanhar os debates mais atuais sobre a pós-graduação brasileira e latino-americana, compartilhar experiências, fortalecer parcerias institucionais e contribuir para a construção de agendas que impactam diretamente a produção do conhecimento e o desenvolvimento dos territórios. Trata-se de uma oportunidade importante para reafirmar o compromisso da Unijuí com a excelência acadêmica e com a geração de conhecimento voltado às demandas da sociedade.", declarou.
A presença da Unijuí no XIII SEPEPUR, no I ELAPUR e no VII ERCIPUR reafirma o protagonismo institucional nos debates nacionais e internacionais sobre desenvolvimento regional, planejamento territorial e políticas públicas. Participaram do evento os professores Argemiro Luís Brum, Jorge Oneide Sausen, Tarcísio Dorn de Oliveira, Nelson José Thesing e Airton Adelar Mueller, representando o PPGDR e fortalecendo a inserção acadêmica do Programa em importantes redes de cooperação científica. A participação contribuiu para a qualificação contínua das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela Universidade, reforçando seu compromisso com a excelência acadêmica e com a produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável das regiões.
Por Cláudia Guimarães Scherer, doutoranda em Desenvolvimento Regional - PGDR/Unijuí, bolsista Prosuc/Capes.
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O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Unijuí esteve presente em Manaus para a realização de mais uma etapa do Mestrado Interinstitucional (Minter), desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas.
Na ocasião, foi ministrada a disciplina “Mercado e Cadeias Produtivas”, que integra a estrutura curricular do curso, sendo esta a quinta disciplina. A turma é composta por 38 mestrandos da instituição parceira. A atividade faz parte do conjunto de ações acadêmicas presenciais previstas no programa e reforça o compromisso com a qualificação em nível stricto sensu na região Norte do país.
Além das aulas, a agenda incluiu reuniões com a coordenação local, lideranças da turma e gestores da Universidade, com o objetivo de avaliar o andamento do curso e discutir possibilidades de aprimoramento. Também foram realizados encontros institucionais com a direção da pós-graduação da UEA e com a Reitoria, fortalecendo o diálogo e a cooperação entre as instituições.
Segundo o coordenador do PPGDR, professor Argemiro Luis Brum, a experiência tem sido extremamente positiva, tanto pelo envolvimento dos estudantes quanto pela receptividade da instituição parceira. “As atividades desenvolvidas são sempre muito proveitosas, marcadas por trocas qualificadas e pelo interesse dos alunos em aprofundar seus conhecimentos”, destaca.
Durante os encontros institucionais, também foi discutido um plano de continuidade da parceria, que prevê o avanço para novas iniciativas conjuntas, incluindo a possibilidade de implantação de um Doutorado Interinstitucional (Dinter), ampliando a atuação da Unijuí em âmbito nacional.
A parceria entre as instituições tem contribuído para o fortalecimento das relações acadêmicas e profissionais, além de ampliar o acesso à formação qualificada em desenvolvimento regional. A expectativa é de que as ações tenham continuidade nos próximos anos, acompanhando o interesse das instituições e da demanda regional.
Por Cláudia Guimarães Scherer, doutoranda em Desenvolvimento Regional - PPGDR/Unijuí, bolsista Prosuc II/Capes.


O professor doutor Airton Adelar Mueller, docente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Unijuí, participou como palestrante do XVII Congresso Latino-Americano de Direito Material e Processual do Trabalho, realizado entre os dias 10 e 12 de junho, em Vitória (ES).
Promovido pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), o evento é considerado uma das mais importantes iniciativas de debate acadêmico da área jurídica na América Latina. Em sua 17ª edição, reuniu pesquisadores, docentes e profissionais de diversos países, entre eles Inglaterra, México, Argentina e Brasil, consolidando-se como um espaço internacional de reflexão sobre os desafios contemporâneos relacionados ao trabalho, às migrações e às transformações sociais.
O convite ao professor Airton ocorreu justamente em função de sua trajetória interdisciplinar, que reúne formação em História e doutorado em Sociologia, ampliando o debate para além das abordagens estritamente jurídicas. Em sua palestra, intitulada “Trabalho, Migrações e Dinâmicas Socioculturais do Desenvolvimento Brasileiro”, o docente apresentou reflexões sobre as relações entre desenvolvimento, mobilidade social e desigualdades históricas presentes na sociedade brasileira.
Entre os principais argumentos apresentados, destacou-se a compreensão de que o desenvolvimento está associado à ideia de movimento, seja econômico, social ou territorial, enquanto determinados elementos estruturais da formação histórica brasileira tendem a naturalizar posições sociais estáticas. A partir das contribuições do historiador francês Fernand Braudel, o professor abordou a existência de diferentes temporalidades históricas, enfatizando a importância dos processos de longa duração para a compreensão das desigualdades e das dinâmicas sociais contemporâneas.
Outro conceito central trabalhado na conferência foi o de violência simbólica, desenvolvido pelo sociólogo Pierre Bourdieu, compreendida como uma forma de dominação invisível e sutil que se manifesta por meio da cultura, da linguagem e da produção do conhecimento. A partir dessa perspectiva, o docente discutiu como determinadas estruturas sociais historicamente construídas influenciam a percepção sobre mobilidade social, trabalho e desenvolvimento no Brasil.
Segundo o professor, a participação no congresso representou uma importante oportunidade de diálogo com pesquisadores de diferentes países e áreas do conhecimento. “Foi uma experiência muito enriquecedora. Interagir com pesquisadores de outros lugares do mundo e de outras áreas possibilitou novas aprendizagens e trocas de experiências. Também tive a oportunidade de compartilhar reflexões que desenvolvemos em disciplinas do mestrado e em nossas pesquisas sobre desenvolvimento regional”, destacou.
Por Cláudia Guimarães Scherer, doutoranda em Desenvolvimento Regional - PGDR/Unijuí, bolsista Prosuc/Capes

A Unijuí recebeu, nesta terça-feira, 17 de junho, o prefeito de Santiago, Marcelo Gorski de Matos, para a palestra “Experiências sobre Sustentabilidade no Município de Santiago/RS”. A atividade foi promovida em parceria pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) e pelo Programa de Pós-Graduação em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade (PPGSAS), reunindo estudantes, professores, pesquisadores e comunidade externa no Centro de Eventos do campus Ijuí.
Durante o encontro, o gestor apresentou iniciativas que vêm consolidando Santiago como referência em sustentabilidade, inovação pública e economia circular. Entre os destaques esteve o Pila Verde, projeto que permite a troca de resíduos orgânicos por uma moeda social utilizada na aquisição de produtos da agricultura familiar, promovendo benefícios ambientais, sociais e econômicos para a comunidade. A iniciativa recebeu, recentemente, o Prêmio MPRS de Sustentabilidade 2026, concedido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, em reconhecimento ao impacto positivo gerado pelo projeto.
Ao compartilhar a trajetória do município, Marcelo Gorski destacou os resultados alcançados por meio das políticas públicas voltadas à gestão de resíduos, educação ambiental e fortalecimento da agricultura familiar. Também apresentou experiências ligadas ao Banco Pila, sistema de moedas sociais que integra os projetos Pila Verde e Pila Azul, reconhecidos em diferentes eventos e premiações nacionais por suas contribuições à sustentabilidade e ao desenvolvimento local.
A atividade integrou as ações de formação dos programas de pós-graduação da Unijuí, proporcionando um espaço de diálogo entre universidade, gestão pública e sociedade, além de oportunizar reflexões sobre estratégias inovadoras para a promoção do desenvolvimento regional sustentável.
Por Cláudia Guimarães Scherer, doutoranda em Desenvolvimento Regional - PGDR/Unijuí, bolsista Prosuc/Capes.

A recente conquista da Indicação Geográfica (IG) do Käsekuchen de Panambi representa um marco para a valorização da cultura, da gastronomia e da identidade territorial do Noroeste gaúcho. O reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reforça a importância histórica e cultural do tradicional bolo de origem alemã, cuja produção faz parte da trajetória do município há mais de um século.
Entre as diversas contribuições que auxiliaram no processo de obtenção da certificação está a pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Unijuí pelo egresso e doutorando Darlan Ariel Prochnow, sob orientação da professora Dra. Euselia Paveglio Vieira.
A tese investiga como ações coletivas de ativação de recursos específicos podem contribuir para a construção de uma Cesta de Bens e Serviços Territoriais capaz de impulsionar o desenvolvimento sustentável da Região Noroeste Colonial do Rio Grande do Sul. Entre os principais recursos analisados pelo pesquisador estão a diversidade étnica de Ijuí, reconhecida internacionalmente pela Organização Internacional de Folclore e Arte Popular (IOV), e o Käsekuchen de Panambi, símbolo da herança cultural alemã presente na região.
Durante a análise do pedido de Indicação Geográfica, o INPI apontou a necessidade de ampliar as evidências científicas relacionadas à relevância territorial, cultural e socioeconômica do Käsekuchen para o município de Panambi. Diante dessa demanda, a tese de doutorado desenvolvida no PPGDR e um artigo científico derivado da pesquisa foram incorporados ao conjunto de documentos encaminhados ao Instituto pela coordenação do projeto da IG.
As produções científicas contribuíram para demonstrar a relevância do Käsekuchen como um ativo territorial capaz de gerar benefícios econômicos, fortalecer a identidade cultural local, estimular o turismo e promover processos de desenvolvimento regional sustentados por recursos próprios do território. Dessa forma, os estudos auxiliaram na superação do entrave técnico apontado pelo INPI, reforçando a fundamentação científica necessária para o reconhecimento da Indicação Geográfica.
Para o egresso do PPGDR da Unijuí, Dr. Darlan Ariel Prochnow, cuja tese contribuiu para o processo de obtenção da certificação, a Indicação Geográfica representa o reconhecimento de um patrimônio cultural construído ao longo de gerações e evidencia o potencial dos recursos territoriais como estratégia de desenvolvimento regional. “A conquista da Indicação Geográfica traz importantes benefícios, como a valorização do produto, o estímulo ao turismo, a proteção contra fraudes e a preservação da cultura do Käsekuchen”, afirma.
concretas da sociedade e fortalecendo iniciativas que promovem o desenvolvimento regional sustentável.
Por Cláudia Guimarães Scherer, doutoranda em Desenvolvimento Regional - PGDR/Unijuí, bolsista Prosuc/Capes.

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As inscrições para a Cátedra Doutoral Internacional, da Rede de Cooperação Interuniversitária para o Desenvolvimento e a Integração Regional (Red Cidir), estão abertas. Com prazo final em 15 de junho, as inscrições podem ser feitas pelo link bit.ly/Catedra2026. A edição deste ano será realizada exclusivamente online e terá como foco três temas principais: geopolítica, universidade e América Latina.
A Cátedra Doutoral Internacional é organizada por seis Programas de Doutorado do Brasil, Argentina e Paraguai, e tem a co-promoção de 14 Programas de Pós-graduação. Ela consiste em 30 horas de instrução, incluindo quatro aulas de quatro horas e 16 horas de pesquisa externa e desenvolvimento de um artigo acadêmico em colaboração com colegas de outras universidades e/ou países.
No âmbito da Rede Cidir, este programa acadêmico é fruto de um esforço conjunto de universidades da Argentina, Brasil e Paraguai, garantindo a validade do título concedido nos três países. As instituições envolvidas na organização são a Universidad Gastón Dachary (UGD), a Universidade Nacional de Misiones (UNAM), a Unijuí, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Católica Nossa Senhora da Assunção - Campus Itapúa (UCI).
“O tema da Geopolítica Internacional e Latino-Americana e os desafios para a ciência, a inovação e as universidades é estratégico e de grande relevância para o nosso desenvolvimento. Esta iniciativa, agora em sua quarta edição, consolida a internacionalização das universidades e programas participantes, fortalecendo a cooperação transfronteiriça e a integração regional”, destaca o coordenador geral da Cátedra, professor da Unijuí e presidente emérito da Red Cidir, Pedro Luís Büttenbender, “
Para mais informações, entre em contato com catedra@unijui.edu.br.

O reitor da Unijuí, professor Dieter Rugard Siedenberg, foi responsável por lecionar uma disciplina no curso de Mestrado Interinstitucional em Desenvolvimento Regional (Minter), promovido no âmbito do Convênio de Cooperação entre a Unijuí, a partir do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR), e a Universidade Estadual do Amazonas (UEA), via Escola Superior de Ciências Sociais (ESO/UEA).
A disciplina, que tem o título de Teorias do Desenvolvimento, foi ministrada no mês de maio para uma turma formada por mais de 35 estudantes do curso de Mestrado, os quais são servidores da UEA, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e da Secretaria de Estado de Fazenda do Amazonas (Sefaz).
“Foi importante estar presente, pois conseguimos fortalecer a parceria. Esta é uma turma grande, que há bastante tempo não tínhamos no PPGDR. Em razão da pandemia, nossas turmas se tornaram híbridas, então também foi um desafio estar no formato presencial para tantas pessoas após um longo período”, comenta o professor Dieter.
O reitor reitera que a parceria tem tudo para continuar após o término do Mestrado, pois a ideia é que os mesmos estudantes possam fazer o curso de Doutorado, também a partir de uma parceria entre as instituições. Segundo o professor Dieter, outros professores doutores também tem intenção de fazer o pós-doutorado na Unijuí.
Além do reitor Dieter, os professores Daniel Claudy da Silveira e Glória Charão Ferreira também vão até o Amazonas ministrar disciplinas nos próximos meses. Após o período, os estudantes passam para as orientações diretamente com seus professores, até a entrega da dissertação.
O Mestrado tem o objetivo de fortalecer a formação de profissionais que atuam diretamente nas políticas públicas, ampliando a produção científica e estimulando pesquisas voltadas ao desenvolvimento territorial, social e econômico da Amazônia. A iniciativa também reforça o compromisso da UEA com a interiorização da pós-graduação stricto sensu.
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